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Irã emite mandado de prisão para Donald Trump e pede ajuda à Interpol

O presidente estadunidense e outras 36 pessoas são acusadas de "assassinato e terrorismo" em referência ao ataque que matou o general iraniano Qassem Soleimani

09:56 | 29/06/2020
Donald Trump, e mais 36 estrangeiros são acusados de assassinato em referência ao ataque que matou o general iraniano Qassem Soleimani, de 62 anos, e outras pessoas em janeiro deste ano. (Foto: MANDEL NGAN / AFP)
Donald Trump, e mais 36 estrangeiros são acusados de assassinato em referência ao ataque que matou o general iraniano Qassem Soleimani, de 62 anos, e outras pessoas em janeiro deste ano. (Foto: MANDEL NGAN / AFP)

A Justiça do Irã emitiu mandado de prisão para o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e mais 36 estrangeiros em referência ao ataque que matou o general iraniano Qassem Soleimani, de 62 anos, e outras pessoas em janeiro deste ano.  As informações são do portal UOL.

De acordo com a TV Al Jazeera e a agência iraniana Fars, o governo iraniano está acionando a Interpol para ajudar a cumprir a ordem judicial. O ataque feito com drones pelo governo Trump em 3 de janeiro, próximo ao aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque, matou Soleimani, que era uma das principais personalidades militares do Irã.

O promotor iraniano Ali Alqasimehr afirmou hoje que Trump e mais 30 pessoas de seu governo estão sob acusação de "assassinato e terrorismo". "36 indivíduos envolvidos ou que ordenaram o assassinato de Qassem, incluindo políticos e militares dos EUA e de outros governos, foram identificados, e oficiais judiciários emitiram mandados de prisão contra eles", disse Alqasimehr à agência iraniana Fars.

Não foram identificadas as outras três dezenas de pessoas que o promotor quer processar, além de Trump, mas o mandado afirma que ele será processado "assim que deixar a presidência". A Interpol foi procurada pela Al Jazeera, mas ainda não comentou o mandado.

O promotor também teria pedido um "alerta vermelho" no caso, o mais urgente da Interpol. As chances de a Interpol aceitarem o pedido do Irã são baixas, já que em suas funções, há proibição de que a polícia internacional aja intervindo na política de outro país.

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Relembre o caso

O general Qassem Soleimani liderou as operações militares iranianas no Oriente Médio como comandante da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã. Ele era considerado uma espécie de ministro das Relações Exteriores do país em questões de guerra e paz e era a segunda pessoa mais importante do Irã.

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Soleimani foi morto quando sua comitiva deixava o aeroporto de Bagdá, junto a integrantes de uma milícia iraquiana aliada do Irã, em um bombardeio ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

O ataque aconteceu poucos dias após manifestantes invadirem a embaixada dos EUA em Bagdá, entrando em confronto com as forças americanas no local. E, de acordo com o Pentágono, Soleimani teria aprovado os ataques à embaixada.

Os manifestantes protestavam contra o bombardeio a bases do grupo Kataeb Hezbollah no Iraque e na Síria, em que pelo menos 25 pessoas morreram. Os EUA afirmaram, por sua vez, que a ofensiva fora uma resposta a um ataque de míssil contra uma base militar no Iraque que matou um civil americano.

com informações da agência Ansa