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Trump anuncia que assinará ainda nesta quarta decreto que suspende imigração

Segundo o presidente norte-americano, medida seria forma de proteger os trabalhadores locais em meio à crise de desemprego causada pelo coronavírus

19:33 | 22/04/2020
Segundo Trump, medida seria válida por 60 dias, durante crise do coronavírus
Segundo Trump, medida seria válida por 60 dias, durante crise do coronavírus (Foto: MANDEL NGAN / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que assinará ainda hoje o decreto para bloquear temporariamente a imigração para o país, uma medida com a qual o presidente pretende proteger os trabalhadores locais em meio à crise do coronavírus. "Vou assinar a ordem executiva que proíbe a imigração em nosso país hoje", escreveu ele em um tuíte.

A imigração é o ponto principal da base conservadora de Trump, que o presidente tenta mobilizar antes das eleições presidenciais de novembro.

A medida está programada para durar 60 dias e não afetará os vistos de trabalho temporário, mas os "green cards", documento que dá residência permanente ao beneficiário.

"Isso vai ajudar os americanos desempregados na reabertura dos Estados Unidos", disse Trump na terça-feira, 21. "Seria injusto que os americanos fossem substituídos por uma força de trabalho do exterior", acrescentou.

Os Estados Unidos são o país mais atingido pela pandemia de coronavírus, com cerca de 45.000 mortes e mais de 825.000 contagiados. Cerca de 22 milhões de pessoas nos Estados Unidos perderam o emprego desde meados de março.

Segundo dados oficiais, os Estados Unidos concederam status de residente permanente a cerca de 577.000 pessoas no ano fiscal de 2019. O número de vistos de imigração concedidos no ano fiscal de 2019 foi de 462.000, ante 617.000 em 2016.

Espera-se que a medida, criticada pela oposição, tenha como resposta ações judiciais na tentativa revertê-la. O parlamentar democrata Joaquin Castro disse que a ordem do presidente é "uma tentativa de desviar a atenção do fracasso de Trump em impedir a propagação do coronavírus e salvar vidas".

Na pendência da assinatura do decreto, ocorreu um novo protesto pedindo que as empresas fossem reabertas e o fim do confinamento em Richmond, Virgínia, onde motoristas — muitos com bandeiras americanas e cartazes de Trump — tocaram a buzina de seus veículos. "Precisamos de empregos. As pessoas não podem pagar aluguel, comprar comida", disse à AFP o manifestante Jason Roberge.

Os governadores de estados como a Geórgia anunciaram um relaxamento das restrições impostas para tentar conter novos contágios. Academias, cabeleireiros e outras pequenas empresas poderão reabrir a partir desta sexta-feira.

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