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Choques em aniversário da Revolução dos Guarda-Chuvas em Hong Kong

00:04 | 29/09/2019
Em 2014, manifestantes faziam cinco reivindicações pró-democracia, nas quais insistem até hoje. Líder oposicionista de 22 anos quer concorrer para chefe do Executivo, apesar de acusado de incitação a protestos.Dezenas de milhares de cidadãos, entre os quais diversas famílias, foram neste sábado (28/09) às ruas de Hong Kong para recordar o quinto aniversário do fim da chamada Revolução dos Guarda-Chuvas, num protesto pró-democrático. Na área do comício em si, os protestos foram pacíficos, com os manifestantes trajados de negro, já tradicional no movimento pró-democrático. No entanto houve enfrentamentos entre policiais e alguns manifestantes: minutos antes do início de um comício de celebração no Tamar Park, previsto para as 19h00 (8h00 em Brasília), já ocorriam ataques contra os cordões dos policiais, que revidaram com gás de pimenta. Além disso, centenas de ativistas levantaram barricadas e bloquearam algumas das principais ruas da cidade. Ao fim da comemoração, a polícia recorreu ao uso de canhões de água para dispersar os mais violentos, que atiraram tijolos em direção às forças de segurança. "Radicais lançaram coquetéis molotov contra escritórios do governo", denunciaram os policiais. O ato foi convocado pela Frente Civil de Direitos Humanos (CHRF), ONG responsável pelas maiores manifestações de oposição à proposta de lei de extradição. Já retirada, ela permitiria que cidadãos do território autônomo fossem extraditados e processados judicialmente na China continental. Ativista de 22 anos quer concorrer em eleição Também neste sábado, o líder do Movimento dos Guarda-Chuvas Joshua Wong, de 22 anos, anunciou a intenção de concorrer nas eleições de novembro para a chefia do Executivo de Hong Kong, antecipando que qualquer tentativa de desqualificá-lo só intensificará o apoio aos protestos pró-democracia. Ele se encontra sob fiança, tendo sido acusado de incitar e participar de um comício não autorizado em 21 de junho, diante do quartel-general da polícia. "Eu me reunirei ao comício de protesto esta noite, durante o fim de semana e também em 1º de outubro", comunicou Wong a repórteres. "Está na hora de o imperador Xi [Xi Jinping, presidente da China] tomar ciência de nossa batalha. Estamos solidários, estamos unidos como um só." O movimento deve seu nome aos guarda-chuvas usados pelos manifestantes para se protegerem contra o sol, chuva e sprays de pimenta da polícia. Durante semanas, com bloqueios de ruas, eles paralisaram partes da metrópole econômica e financeira sob administração de Pequim. Durante a Revolução dos Guarda-Chuvas de 2014, os manifestantes faziam cinco reivindicações, que o movimento pró-democrático carrega até hoje. Além da principal, a introdução do voto universal para escolher o chefe do Executivo local, elas incluem uma investigação independente sobre a brutalidade policial e anistia para os detidos. Nas redes sociais, os manifestantes convocam agora para novos protestos no domingo, no Victoria Park, a fim de celebrar o Dia Mundial contra o Totalitarismo. Na próxima terça-feira – quando será celebrado em grande estilo o 70º aniversário da fundação da República Popular na China – estão previstos novos atos da Frente Civil de Direitos Humanos em oposição ao autoritarismo do regime comunista. AV/rtr,efe,afp,ap,dpa ______________ A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | App | Instagram | Newsletter
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