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Incerteza política em Israel faz Netanyahu cancelar ida à Assembleia Geral da ONU

20:57 | 18/09/2019
Após a divulgação dos resultados parciais das eleições parlamentares de Israel nesta quarta-feira, 18, segundo os quais nem o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e nem seu principal opositor Benny Gantz conseguiram vantagem suficiente para um governo sem coalizões, um funcionário da atual administração confirmou que o premiê cancelou sua ida a Nova York na semana que vem para a Assembleia Geral da ONU.
A participação dos líderes mundiais na Assembleia terá início na terça-feira, 24, com o discurso do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, segundo a tradição.
O premiê tinha a previsão de se reunir com o seu aliado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir a aliança entre os dois países. Além de um plano de paz para o Oriente Médio, haveria na mesa um plano de segurança mútuo entre os governos.
Os números ainda estavam incertos até a noite desta quarta-feira, já que 91% das urnas foram apuradas e o partido de Gantz, o Azul e Branco, havia adquirido 33 cadeiras da Knesset (Parlamento israelense) até então, somente uma a mais do que o Likud, de Netanyahu, com 32. Nenhum dos dois tem vantagem suficiente, somando-se aos seus aliados, para garantir a maioria de 61 cadeiras das 120 da Knesset para governar sem a necessidade de articulação com oponentes.
Em seu discurso a apoiadores ontem, Netanyahu não deixou de citar Trump. "Muito em breve, meu bom amigo, o presidente Trump, apresentará seu plano (de paz), que desenhará o futuro de Israel por muitas gerações. E Israel precisa de um governo estável e forte, um governo sionista e comprometido com Israel como o Estado nacional do povo judeu", disse o premiê. Questionado se havia conversado com Netanyahu após a divulgação quase completa dos resultados, Trump disse a jornalistas que relação é com Israel. "Vamos ver o que acontece". / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS