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Cientistas realizam experimento com eclipse solar; o mesmo feito em Sobral há 100 anos

A região de La Serena, no Chile, possibilitou melhor vista para o eclipse solar, além de experimentos, um deles semelhante ao mesmo feito em Sobral, há 100 anos

16:32 | 03/07/2019
O eclipse do sol registrado no Ceará, em 1919, serviu para a comprovação da Teoria da Relatividade Geral, desenvolvida por Albert Einstein
O eclipse do sol registrado no Ceará, em 1919, serviu para a comprovação da Teoria da Relatividade Geral, desenvolvida por Albert Einstein (Foto: teekid/GettyImages)

Cientistas realizaram o mesmo experimento feito em Sobral, a 231,5 quilômetros da Capital, há 100 anos, na tarde da terça-feira, 2, durante eclipse total do Sol de 2019, no Chile. No Brasil, a vista foi parcial. No Ceará, não foi possível ver o fenômeno. Já na faixa que cruza a Argentina e o Chile, a visão foi total. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Na região de La Serena, a 472,2 quilômetros da capital do Chile, mais de 300 mil pessoas, entre cientistas, caçadores de eclipses e turistas, foram para o local conferir o fenômeno, que permaneceu por mais tempo (2min18s). A área conta com 17 observatórios astronômicos, o que tornou possível vários experimentos, entre eles, o mesmo feito em Sobral em 1919. “Além de tentar reproduzir o que foi feito em 1919, há outros experimentos. Tem muitos grupos fazendo estudos sobre o vento solar e a coroa do Sol”, disse a astrônoma da Universidade Católica da América, Duília de Melo, ao Estadão.

Fenômenos, como eclipse total do Sol, em regra, ocorrem duas vezes ao ano e são visíveis em poucos lugares a cada aparição. No dia 29 de maio de 1919, foi comprovada a Teoria da Relatividade Geral do físico alemão, Albert Einstein (1879-1955), a partir de fenômeno feito em Sobral, interior do Estado. A ideia de Einstein considera que matéria e energia distorcem a malha do espaço-tempo.

“A coroa solar, a parte externa do Sol, normalmente é invisível, porque é ofuscada pela luz. Só é visível durante o eclipse e pode trazer informações sobre a composição e o funcionamento do Sol”, afirmou o diretor do Planetário do Rio de Janeiro, Alexandre Cherman, também ao Estadão. Ele destaca que o Chile tem o “melhor céu do mundo para observações”, em especial no inverno.

No Brasil, o próximo eclipse total solar poderá ser visto em 12 de agosto de 2045, no Nordeste brasileiro.

 

Redação O POVO Online