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Imigração, economia e Irã dominam 1º debate dos democratas nos EUA

00:00 | 28/06/2019
Primeiro embate entre pré-candidatos à nomeação do partido para as eleições presidenciais de 2020 consolida a senadora Elizabeth Warren entre favoritos a fazer frente a Trump na corrida à Casa Branca.O primeiro debate entre os pré-candidatos que concorrem à nomeação do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 2020, realizado nesta quarta-feira (27/06), contou com a presença de dez dos nomes que almejam enfrentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na campanha eleitoral e evitar um segundo mandato do republicano. A senadora Elizabeth Warren aproveitou a ausência de outros nomes fortes, como o ex-vice-presidente Joe Biden e o senador Bernie Sanders – que participarão da segunda rodada do debate nesta quinta-feira –, e conseguiu se consolidar entre os favoritos à indicação do partido. O debate desta quarta-feira, promovido pela emissora NBC, teve ainda a participação do ex-congressista Beto O'Rourke, do senador Corey Booker, do ex-prefeito de San Antonio Julian Castro e do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, entre outros, que discutiram temas como a saúde pública, aquecimento global, economia, imigração e a crise com o Irã. Desde o início, Warren conseguiu atrair a atenção da plateia ao impor suas visões críticas ao sistema político americano. A senadora do estado de Massachusetts, a única entre os presentes cotada entre os três principais favoritos à nomeação do partido, soube tirar proveito das perguntas dos moderadores e conseguiu arrancar aplausos da plateia. "Quando temos um governo, quando temos uma economia que faz muito por aqueles com mais dinheiro, mas não por todos os outros, isso é corrupção, pura e simples. Precisamos chamar isso pelo nome", afirmou. Durante o debate, Warren conseguiu esclarecer suas prioridades para o próximo governo, como criar um imposto sobre os mais ricos e reformar o sistema eleitoral americano. Trump foi alvo de uma série de críticas dos pré-candidatos em várias frentes, apesar de ter sido, na maioria das vezes, mencionado apenas de modo indireto. Entre os temas mais criticados estavam a questão da imigração e a política econômica do governo, que, segundo os democratas, favorecem as classes mais altas. Outro aspecto negativo apontado pelos democratas foram as tensões com o Irã, que se tornaram uma das maiores preocupações dos eleitores americanos com o agravamento da crise com o país islâmico durante o governo Trump e a retórica belicista adotada pela Casa Branca. Corey Booker foi o único a se posicionar contra o acordo nuclear de 2015 com o Irã, firmado durante a presidência de Barack Obama e do qual Trump retirou os EUA, prejudicando os esforços dos parceiros internacionais que participaram da negociação do tratado. O senador do estado de Nova Jersey disse que o acordo foi um erro. Ao ser pressionado para explicar sua posição, ele disse apenas que fará o seu melhor pela segurança do país. Os candidatos atacaram as políticas econômicas e migratórias de Trump, apesar de discordarem sobre a forma como o país deve retomar uma postura mais liberal. Em um palco bastante cheio, com pouco tempo para que os pré-candidatos conseguissem se colocar em evidência, alguns dos nomes considerados com menores chances puderam se destacar, como Julian Castro, Bill De Blasio e a senadora Amy Kobluchar. O tema da imigração – que envolve a crise na fronteira com o México, a detenção de crianças migrantes em condições inadequadas, e a recente imagem chocante de um homem e sua filha afogados ao tentar atravessar o Rio Grande – gerou algumas das discussões mais fervorosas. Castro, o único pré-candidato de origem latina no debate, disse que a fotografia do pai e da filha mortos no rio que delimita a fronteira "deveria enfurecer a todos nós". Ele pretende descriminalizar a imigração ilegal e realizar uma ampla reforma migratória. O ex-prefeito, assim como O'Rourke e Booker, chegou a se pronunciar em espanhol durante o debate ao falar da imigração, numa clara tentativa de ganhar a simpatia dos eleitores latinos. Trump teria assistido ao debate no avião presidencial enquanto viajava para a cúpula do G20 no Japão. No Twitter, ele não perdeu a oportunidade de criticar seus prováveis oponentes na campanha à presidência, e disse que o debate foi "entediante". "Os democratas propuseram uma tomada radical da sociedade americana pelo governo, que demolirá o sonho americano", tuitou o presidente. Nesta quinta-feira, os eleitores aguardam o embate entre os veteranos Biden, de 76 anos, e Sanders, de 77, que lideram as intenções de voto entre os pré-candidatos democratas. Eles enfrentarão, entre outros, Kamala Harris, a única mulher negra a concorrer a nomeação do partido, e o ex-prefeito de South Bend, Indiana, Pete Buttigieg, homossexual e que vêm ganhando destaque nas últimas semanas. RC/afp/rtr/ap ______________ A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App | Instagram | Newsletter

Fonte: DW | dw-world.de

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