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Tensões entre EUA e Irã podem desencadear 'conflito acidental', diz Shinzo Abe

19:39 | 12/06/2019
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, viajou a Teerã nesta quinta-feira para alertar que um "conflito acidental" poderia ser desencadeado em meio ao aumento das tensões entre o Irã e os Estados Unidos, em uma mensagem que veio horas depois de os rebeldes Houthis iranianos atacarem um aeroporto saudita, deixando 26 pessoas feridas. A viagem de Abe é mais um esforço para reduzir a crise, já que os persas parecem prestes a romper o acordo nuclear internacional de 2015 firmado com as potências mundiais. O governo de Donald Trump retirou Washington do pacto no ano passado.
Abe pediu "mais paciência" de todos os lados na crise, que ele alertou que poderia sair do controle. "No momento, a tensão está aumentando. Devemos fazer tudo o que pudermos para evitar que um conflito acidental aconteça e o Irã desempenhe seu papel construtivo", disse o premiê japonês a jornalistas após conversas com o presidente iraniano, Hassan Rouhani. "Há a possibilidade de um conflito acidental e um conflito militar deve ser evitado a todo custo", pontuou.
Rouhani, por sua vez, repetiu uma advertência de que o Irã ofereceria uma respostas "esmagadora" se fosse atacado pelos EUA. Ele também alegou que o Japão gostaria de comprar novamente o petróleo iraniano, depois de ter parado de efetuar as compras sob ameaça de sanções americanas. Abe não confirmou que expressou esse assunto nas conversas com o presidente do Irã.
Teerã ameaça retomar o enriquecimento de urânio caso aliados europeus não ofereçam novos termos ao acordo nuclear de 2015. Enquanto Trump diz que deseja falar com os iranianos, os EUA investiram em sanções que levaram a moeda do país a se desvalorizar fortemente devido à queda nas exportações de petróleo. Washington também enviou um porta-aviões e bombardeiros B-52 para a região do Golfo Périsoco, além de centenas de soldados. Os EUA culpam o Irã por ataques cometidos pelos Houthi e também falam que há culpa do país persa em um ataque a petroleiros ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos. Fonte: Associated Press.

Agência Estado