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Bloco islâmico condena reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

00:03 | 02/06/2019
Estados muçulmanos tacham de ilegal e irresponsável a transferência de embaixadas, e conclamam a boicote. Brasil entre países que consideram tomar posição em disputa israelo-palestina, seguindo exemplo dos EUA.Durante uma conferência de cúpula em Meca, na Arábia Saudita, quase 60 Estados islâmicos condenaram o reconhecimento, por certos países, de Jerusalém como capital de Israel como ato ilegal e irresponsável. Na declaração final conjunta da Organização para Cooperação Islâmica (OIC), divulgada neste sábado (01/06), os países que já transferiram suas embaixadas são instados a rever a decisão, que seria uma grave violação do direito internacional e da legitimidade das nações. No fim de 2017, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou o reconhecimento de Jerusalém e decretou a realocação da embaixada de seu país de Tel Aviv para lá, o que se efetuou em maio de 2018, sob veementes protestos dos palestinos. Além disso, em março do mesmo ano Trump confirmou a soberania israelense sobre as Colinas de Golã. Em seguida, a Guatemala também transferiu sua embaixada, e outros governos, como o do Brasil, República Tcheca e Romênia, estão considerando a decisão. A OIC conclamou a um boicote de todos os que sigam o exemplo americano. Jerusalém é um dos locais mais sagrados das religiões judaica, islâmica e cristã. Tanto Israel quanto os palestinos a reivindicam como sua própria capital: enquanto estes últimos exigem a parte oriental, os israelenses almejam a toda a cidade. Devido ao status não esclarecido, há décadas tem sido consenso os países estrangeiros evitarem sediar em Jerusalém as suas embaixadas. Os palestinos condenaram a mudança dos americanos, acusando-os de assim perder qualquer credibilidade como mediadores neutros entre ambas as partes. Da declaração final da OIC constou: "O povo palestino tem o direito de alcançar seus direitos nacionais inalienáveis, que incluem o direito à autodeterminação e a fundação de um Estado palestino independente e soberano." A Organização para Cooperação Islâmica é formada por 57 países. Sua cúpula centrada nas tensões com o Irã, iniciada na quinta-feira, foi marcada pelas ausências notáveis dos líderes iraniano e turco. A Arábia Saudita e seus aliados acusam Teerã de desestabilizar o Oriente Médio, e exigiram inequivocamente que os iranianos respeitem a soberania dos Estados árabes. Antes, a Liga Árabe e o Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico haviam se reunido na cidade sagrada de Meca para debater o mesmo tema. AV/afp,dpa _______________ A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | WhatsApp | App | Instagram | Newsletter

Fonte: DW | dw-world.de

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