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EUA criticam Pequim por atuação no Mar da China Meridional

16:07 | 01/06/2019
O secretário de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, criticou neste sábado os esforços da China para armar postos avançados no Mar da China Meridional. Ele afirmou que as atividades de Pequim que são percebidas pelos EUA como hostis devem parar.
Em seu primeiro grande discurso no cenário internacional, na Conferência de Cingapura, Shanahan misturou duras críticas à China e advertências sobre a "extraordinária" ameaça da Coreia do Norte com promessas de que os EUA continuarão fortemente comprometidos com a região Indo-Pacífica e estão prontos para investir bilhões de dólares para garantir sua estabilidade.
Embora o secretário de defesa não tenha mencionado especificamente a China no início de seu discurso, deixou claro quem era seu alvo, fazendo referências à campanha de Pequim para colocar sistemas avançados de armas em ilhas disputadas na região.
Os comentários de Shanahan evidenciam as difíceis relações dos EUA com a China, num momento em que o governo Trump inicia uma guerra comercial com Pequim, impõe sanções à gigante chinesa de tecnologia Huawei e aprova a venda de armas a Taiwan, ilha autônoma que o território comunista reivindica como próprio.
O discurso de Shanahan foi feito durante a Conferência de Cingapura a uma plateia de aliados e parceiros asiáticos que estão preocupados com o impacto econômico da disputa comercial entre EUA e China e com o impacto político das queixas dos Estados Unidos sobre o rápido progresso de Pequim em armas hipersônicas, tecnologia nuclear e lançamentos espaciais.
O tenente-general Shao Yuanming, um oficial chinês de alto escalão, expressou forte oposição a alguns comentários de Shanahan sobre as operações chineses no Mar da China Meridional. Segundo ele, a China tem fortes reivindicações legais e Pequim colocou necessárias "instalações de dissuasão" em resposta à provocação dos EUA envolvendo exercícios militares na região.
Shanahan disse que os EUA estão dispostos a cooperar com a China, mas disse que o comportamento que erode a soberania de outras nações e semeia a desconfiança sobre as intenções da China deve acabar.
O secretário de Defesa norte-americano também rejeitou a ideia de que os EUA estão em uma guerra comercial com a China e disse que as negociações econômicas com Pequim estão em andamento e que o Pentágono está construindo relações militares com os chineses.
Shanahan reafirmou a desconfiança dos EUA em relação à Huawei, o maior provedor de equipamentos de rede do mundo e segunda maior fabricante de smartphones. Os EUA afirmam que a Huawei está legalmente ligada aos comunistas chineses, que poderiam usar os produtos da empresa, incluindo sua rede sem fio de próxima geração, 5G, para ciberespionagem. Shanahan disse que a Huawei está "muito próxima do governo" da China, que tem leis que exigem dados sejam compartilhados. "Isso é muito risco para o departamento", afirmou. "Você não pode confiar que essas redes serão protegidas".
Fonte: Associated Press

Agência Estado