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Socialistas vencem na Espanha, segundo boca de urna, e extrema direita ganha vaga no parlamento

PSOE do premiê Pedro Sánchez na dianteira das eleições gerais. Extremistas de direita de volta ao Congresso pela primeira vez em quase 40 anos. Nenhum dos grandes blocos políticos deverá obter maioria para governar

17:03 | 28/04/2019
Apoiadores do Partido Socialista Espanhol, Psoe, comemoram a vitória
Apoiadores do Partido Socialista Espanhol, Psoe, comemoram a vitória(Foto: AFP)

As primeiras projeções após o fechamento das urnas na Espanha continental, às 20 horas (15 horas em Brasília) dão a vitória ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nas eleições gerais deste domingo (28/04). Segundo a consultoria de pesquisa social GAD3, a legenda do primeiro-ministro Pedro Sánchez deverá sair com um máximo de 121 assentos. O conservador Partido Popular (PP) cairia para 73 deputados, seguido do liberal Ciudadanos, com 49, e do ultraesquerdista Unidas Podemos, com 45 deputados. Pela primeira vez desde 1982, os extremistas de direita estarão representados no Congresso, com até 38 postos.

Nenhum dos grandes blocos políticos deve alcançar a maioria absoluta (176 assentos) para governar, com PSOE e Unidas Podemos somando 166; e PP, Ciudadanos, Vox e Navarra Suma (formada pela União do Povo Navarro, Ciudadanos e PP regionais), 162 assentos. Os dados da GAD3 baseiam-se numa enquete telefônica com 12 mil entrevistados, dos quais 7 mil consultados durante a semana corrente, até o sábado, e os demais desde 12 de abril.

Ultrapassando 60%, a taxa de participação nas eleições para escolher os 350 deputados e 208 senadores das Cortes Gerais foi a maior desde 2008, situando-se quase dez pontos percentuais acima da registrada no pleito anterior, em 26 de junho de 2016, segundo dados oficiais. Esta é a terceira eleição nacional realizada na Espanha em quatro anos. As duas primeiras erodiram as décadas de dominância dos dois maiores partidos, o PSOE e o PP.

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Fonte: DW | dw-world.de