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NOTÍCIA

Um morto e três feridos em ataque a tiros em sinagoga na Califórnia

O rabino foi um dos atingidos. O suposto autor dos disparos foi detido

20:01 | 27/04/2019
Sinagoga foi alvo de ataque
Sinagoga foi alvo de ataque(Foto: SANDY HUFFAKER/AFP)

Atualizada às 22h04min para acréscimo de informações

Um homem armado abriu fogo em uma sinagoga na localidade californiana de Poway, deixando um morto e três feridos, entre eles o rabino, enquanto os fiéis celebravam o último dia da Páscoa judaica.

O ataque a tiros nesta cidade de cerca de 50 mil habitantes, 40 km ao norte de San Diego, ocorreu neste sábado, 27, seis meses depois de um supremacista branco matar 11 pessoas em um ataque em uma sinagoga de Pittsburgh, na Pensilvânia, o pior contra um lugar de culto judeu na história dos Estados Unidos.

"Tivemos quatro pessoas com ferimentos de bala. Temos uma morte. O rabino recebeu um tiro na mão. Segundo tenho entendido, nenhuma das outras lesões é potencialmente mortal", disse o prefeito Steve Vaus à rede de notícia MSNBC.

A polícia deteve o suposto autor dos disparos, um jovem de 19 anos que vive em San Diego, enquanto os investigadores estão controlando sua atividade nas redes sociais, onde postou uma carta aberta, disse o xerife do condado de San Diego, Bill Gore.

A vítima que morreu era uma mulher e os feridos são uma jovem e dois homens adultos, acrescentou em coletiva de imprensa.

O homem foi detido por um agente que correu para a cena do ataque, acrescentou o chefe de polícia de San Diego, David Nisleit.

"Claramente viu o veículo do suspeito, que saltou com as mãos para o alto" e foi imediatamente detido pelo departamento de polícia de San Diego.

O agressor utilizou um fuzil tipo AR-15, utilizado em muitos ataques a tiros nos Estados Unidos.

O prefeito de Poway homenageou "os membros da congregação que se opuseram ao agressor e evitaram assim um incidente muito mais horrível".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu neste sábado suas "profundas condolências" a partir da Casa Branca. "Neste momento parece um crime de ódio, mas minhas mais profundas condolências aos afetados e chegaremos ao fundo disto", afirmou.

No Twitter, a congressista democrata Alexandria Ocasio-Cortez disse que estava "destroçada" com as notícias do ataque. "Temos a responsabilidade de amar e proteger nossos vizinhos", apontou.

"O ódio e a violência têm que ser detidos", afirmou Mike Levinel, membro pela Califórnia da Câmara de Representantes.

AFP