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Dietas mais saudáveis podem prevenir uma em cada cinco mortes no mundo

Cientistas da Universidade de Washington alertam que, pior do que comer alimentos ricos em de sal e de gordura, é não comer os saudáveis

12:22 | 18/04/2019
O alto consumo de sal foi considerado o principal vilão, seguido da baixa ingestão de grãos integrais e de frutas.
O alto consumo de sal foi considerado o principal vilão, seguido da baixa ingestão de grãos integrais e de frutas.(Foto: Reprodução )

A alimentação diária de grande parte da população é responsável por mais mortes do que o tabagismo, alerta estudo realizado em 195 países e publicado no início deste mês na revista científica The Lancet. Uma em cada cinco mortes no mundo está associada a dietas de baixa qualidade nutricional, que prejudicam o funcionamento do coração, causam câncer e influenciam no desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Os cientistas responsáveis pelo estudo alertaram que, pior do que comer alimentos ricos em sal e gordura, é não comer os saudáveis. O alto consumo de sal foi considerado o principal vilão, seguido da baixa ingestão de grãos integrais e de frutas.

Em 2017, as dietas perigosas foram aquelas contendo:

  • Muito sal: levaram a 3 milhões de mortes
  • Poucos grãos integrais: 3 milhões de mortes
  • Poucas frutas: 3 milhões de mortes

Baixos níveis de nozes, sementes, legumes, ômega-3 de frutos do mar e fibras foram os outros principais culpados. Juntos, esses hábitos causaram mais da metade das mortes ligadas à má alimentação. O restante está ligado ao alto consumo de carne vermelha e processada, refrigerantes e outras bebidas artificiais.

De acordo com o estudo, ao contrário de muitos outros fatores de risco, os riscos alimentares afetam as pessoas independentemente da idade, sexo e desenvolvimento sociodemográfico do país de residência.

No Brasil, a baixa ingestão de grãos integrais foi o principal fator de risco alimentar para mortes.

Entre os 20 países mais populosos do mundo, o Egito teve a maior taxa de mortes relacionadas à dieta (552 por 100 mil). Já o Japão teve a menor taxa de mortes relacionadas à dieta (97 por 100 mil).

 Redação O POVO Online