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Chanel anuncia a morte de Karl Lagerfeld, ícone do mundo da moda

10:01 | 19/02/2019

O estilista alemão Karl Lagerfeld, ícone da moda, morreu nesta terça-feira aos 85 anos, anunciou a maison Chanel, da qual ele foi diretor artístico por 36 anos.

O estado de saúde de Lagerfeld havia se deteriorado nas últimas semanas a ponto de o estilista, conhecido como "Kaiser", não aparecer no final do desfile de alta-costura da Chanel, algo que sempre fez desde sua estreia na maison.

O presidente do grupo LVMH, Bernard Arnault, disse estar "profundamente entristecido com a morte seu querido amigo".

Com seus cabelos brancos sempre presos em um rabo de cavalo, os eternos óculos escuros, os colarinhos altos, as luvas e a forma típica de falar, o "Kaiser" tinha um estilo reconhecido no mundo todo.

Ele dirigia três marcas (Chanel, Fendi e sua grife de mesmo nome), mas seu nome estará para sempre ligado à Chanel, cujo códigos mudou constantemente, reinventando clássicos como os ternos de tweed e bolsas acolchoadas.

Sempre sintonizado com os novos tempos, ele organizou desfiles com encenações surpreendentes e espetaculares, em supermercados, galerias de arte ou na rua, sempre obtendo muito sucesso nas redes sociais.

Nascido em Hamburgo, Lagerfeld sempre manteve uma aura de mistério em torno de sua data de nascimento. Vários jornais alemães, baseados em documentos oficiais, afirmam que ele nasceu em 10 de setembro de 1933.

Ele afirmou ter nascido em 1935, em uma entrevista à revista francesa Paris-Match em 2013, quando revelou que sua mãe havia mudado a data de seu nascimento.

Ele teve uma infância feliz, mas monótona em uma área remota da área rural alemã durante o nazismo, com um pai industrial sempre viajando e a mãe de personalidade forte, grande leitora, mas pouco afetuosa, que, no entanto, incutiu no filho a paixão pela moda.

O pequeno Karl desenhava roupas enquanto sonhava com Paris, onde chegou na adolescência.

Em 1954, ele ganhou um concurso organizado pela Sociedade Internacional da Lã, empatando com Yves Saint Laurent, com quem ele simpatizou antes de se tornarem grandes inimigos.

Foi contratado pelo estilista Pierre Balmain e passou três anos na maison antes de se tornar diretor artístico de Jean Patou.

Viciado em trabalho ("Nunca pensei em aposentadoria", dizia ele), combinava a criação das coleções com seu trabalho com fotografia.

Foi ele quem assinou todas as campanhas da Chanel.

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AFP