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Forças europeístas manterão maioria na eurocâmara, segundo pesquisa

09:49 | 18/02/2019

As forças europeias manterão sua maioria no Parlamento Europeu nas eleições europeias de maio em detrimento do eurocéticos, apesar da ascensão da Liga de extrema direita na Itália, segundo projeções publicadas nesta segunda-feira pelo Parlamento Europeu.

O relatório, feito com base em pesquisas publicadas nos países do bloco, com exceção do Reino Unido, também confirma o fim da "grande coalizão" entre o Partido Popular Europeu (PPE, à direita) e os social-democratas, que não conquistariam a maioria parlamentar.

O Parlamento Europeu publicou a primeira de uma série de projeções sobre as eleições europeias de 23 a 26 de maio, a primeira a ser realizada após a saída do Reino Unido em 29 de março.

Por causa do Brexit, parlamento vai das 751 cadeiras para 705.

O PPE continuaria a ser o primeiro grupo no Parlamento, mas reduziria a sua representação dos atuais 217 parlamentares para 183. As principais perdas viriam da França (-9), da República Tcheca (-7) e da Itália (-5).

O seu aliado tradicional, o grupo social-democrata (centro-esquerda), perderia 51 lugares e ficaria com 135, principalmente devido à saída dos trabalhistas britânicos (19 atualmente) e à perda de 16 eurodeputados da Itália e 12 da Alemanha.

Os liberais europeus do ALDE juntariam-se a sete eurodeputados, à espera de saber se o partido do presidente francês, Emmanuel Macron, se uniria às suas fileiras, progredindo para a terceira posição e confirmando o seu papel no apoio à tradicional "grande coligação".

Juntamente com os Verdes/Aliança Livre Europeia, que perderiam 7 lugares a 45, a soma destas quatro forças pró-europeias aumentaria para 438 deputados, cerca de cem, acima da maioria.

Entre os eurocéticos, a Europa das Nações e Liberdades, à qual pertencem a Liga Italiana Matteo Salvini e a Agrupamento Nacional da francesa Marine Le Pen, chega ao quarto lugar com 59 cadeiras devido ao aumento de 21 deputados na Itália.

A também antieuropeia Europa da Liberdade e da Democracia Direta conseguiria mais duas cadeiras, a 43 cadeiras.

A soma dos dois grupos chegaria a 102 deputados.

Numa posição intermédia, as forças eurocéticas também se aproximariam dos 100 eurodeputados.

A esquerda radical do GUE perderia quatro representantes, a 46, e os Conservadores e Reformistas Europeus (direita) cairiam para 51 cadeiras por causa da partida dos "Tories" britânicos.

tjc/zm/cn

AFP