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Embaixador da França na Itália volta a Roma após crise diplomática

19:05 | 15/02/2019

O embaixador da França na Itália, chamado para consultas por Paris após uma série de ataques verbais de dirigentes italianos contra o presidente Emmanuel Macron, regressou nesta sexta-feira (15) a Roma, em um sinal de apaziguamento.

Christian Masset "regressa hoje (sexta) a Roma", indicou a ministra francesa de Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau, à rádio francesa RTL, uma semana depois de que ele foi convocado por Paris, após críticas "sem precedentes" por parte de autoridades italianas.

O diplomata chegou no meio à tarde a Roma.

Depois desse retorno, Macron convidou nesta sexta seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, a realizar uma visita de Estado "nos próximos meses", indicou o palácio do Eliseu.

O convite foi transmitido pelo embaixador Masset, que foi recebido em seu retorno a Roma por Mattarella.

As relações entre os dois países, tradicionalmente aliados, atravessa seus piores momentos desde o fim da Segunda Guerra Mundial devido a repetidos confrontos entre os líderes populistas italianos Luigi Di Maio e Matteo Salvini e o presidente centrista da França Emmanuel Macron.

Mas a gota d'água, que provocou o chamado para consultas do embaixador francês em Roma, foi um encontro de Luigi Di Maio em 5 de fevereiro na França com membros dos "coletes amarelos", um coletivo que protesta contra o governo de Macron há quase três meses.

Di Maio "se reuniu com alguém que chamou a uma insurreição e a uma intervenção do exército", disse indignado o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian, referindo-se a Christophe Chalençon, um dos membros mais polêmicos deste coletivo.

É uma "ingerência" de pessoas que supostamente são governantes, afirmou Nathalie Loiseau.

A tensão entre ambos os países parece ter diminuído. Segundo Paris, Di Maio e Salvini adotaram há alguns dias um comportamento mais moderado.

Salvini disse na segunda-feira que queria voltar a ter "boas relações" com a França, enquanto Di Maio declarou que se reuniu com representantes dos "coletes amarelos" em sua condição de líder do Movimento Cinco Estrelas (antissistema) e não de vice-primeiro-ministro.

AFP