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NY estende prazo de prescrição de casos de abuso sexual infantil

06:23 | 15/02/2019

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, assinou na quinta-feira (14) uma lei que estende o prazo para que as vítimas de abuso sexual infantil acionem a Justiça, uma medida que poderia desencadear uma avalanche de novas denúncias.

O texto, "Child Victims Act", contra o qual a Igreja Católica lutou durante anos, permitirá que as supostas vítimas abram processos civis até seus 55 anos e criminais até os 28, em comparação com um limite de 23 anos sob a antiga lei.

A nova lei, que entra em vigor em seis meses, também estabelece uma janela de um ano a partir de sua entrada em vigor para que qualquer vítima, independentemente de sua idade, dê entrada numa ação civil.

"Esta lei traz justiça para aqueles que sofreram abusos, e resolve os erros que não foram reconhecidas ou punidos por muito tempo", declarou o governador Cuomo em um comunicado.

"Ao assinar esta lei, estamos dizendo que ninguém está acima da lei, que não há autoridade impenetrável", acrescentou.

O estado de Nova York, onde habitam mais de sete milhões de católicos, tinha, até agora, uma das regras de prescrição mais rigorosas da nação.

Marci Hamilton, CEO da organização Child USA, considerou que a ratificação do projeto de lei "representa mais de 15 anos de trabalho dos sobreviventes e advogados que enfrentaram forte oposição dos bispos católicos e da indústria dos seguros".

Desde a publicação, em agosto passado, de um relatório chocante detalhando décadas de abusos sexuais na Pensilvânia, muitos estados abriram investigações para esclarecer os abusos cometidos dentro da Igreja Católica.

O silêncio suspeito da hierarquia católica também foi alvo de atenção, obrigando o clero a fazer revelações inéditas.

Na quarta-feira, as cinco dioceses do estado de Nova Jersey identificaram cerca de 188 sacerdotes e diáconos que desde a década de 1940 foram acusados de abusar sexualmente crianças. Mais de 100 já morreram.

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