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Coalizão anti-EI diante do desafio da retirada americana da Síria

05:17 | 15/02/2019

Quando o último reduto extremista for derrotado e os soldados americanos não estiverem mais no país, como será organizado o combate ao grupo Estado Islâmico (EI) na Síria? Os ministros da Defesa dos países da coalizão internacional abordam a questão nesta sexta-feira em Munique.

O tempo é cada vez mais curto. Os últimos combatentes do EI estão encurralados em um território de um quilômetro quadrado no leste da Síria, sob o fogo das forças curdo-árabes, apoiadas pela coalizão, cuja contribuição corresponde majoritariamente aos Estados Unidos.

A derrota do EI, iminente, resultará na saída das tropas americanas das zonas controladas pelos curdos. E voltará a distribuir as cartas entre os diferentes personagens do conflito sírio.

Neste sentido, a França já afirmou que apoiará a ação da comunidade internacional para impedir que aconteça um "ressurgimento ou metamorfose" do EI na Síria ou em outros países quando o grupo extremista perder todos os territórios conquistados.

A perspectiva de uma retirada dos Estados Unidos provoca o temor de uma dispersão dos combatentes estrangeiros do EI e de um ressurgimento de células na Síria.

Outro desafio importante: as zonas controladas pela milícia curda Unidades de Proteção do Povo (YPG) após a saída do escudo americano. A Turquia, que considera as YPG um grupo terrorista, vai atacar os inimigos curdos? E Damasco, que pede o fim da autonomia curda na região, tentará recuperar o poder na região com os aliados Irã e Rússia?

Ao final do encontro desta sexta-feira terá início a Conferência de Munique sobre Segurança (15-17 fevereiro), com as presenças da chanceler alemã Angela Merkel, do vice-presidente americano Mike Pence, da chefe da diplomacia europeia Federica Mogherini e do presidente egípcio Abdel Fatah Al Sisi, entre outros.

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