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Presidente do Haiti rompe silêncio após semana de protestos violentos

05:09 | 15/02/2019

O presidente do Haiti, Jovenel Moise, rompeu seu silêncio nesta quinta-feira, após uma semana de protestos violentos exigindo sua renúncia, que deixaram pelo menos sete mortos.

"Não deixarei o país nas mãos de gangues armadas e traficantes de drogas", disse em discurso transmitido pela televisão estatal, na sequência dos confrontos entre autoridades e manifestantes na capital, Porto Príncipe.

Desde 7 de fevereiro, pelo menos sete pessoas morreram em protestos que virtualmente paralisaram as principais cidades do país.

Furiosos com a inflação e o suposto desvio de 2 bilhões de dólares em petróleo enviado pela Venezuela, os manifestantes tomaram as ruas para exigir a saída de Moise.

Além disso, o governo dos Estados Unidos anunciou a ordem de retirada de funcionários do país, no mesmo dia em que o Canadá ordenou o fechamento temporário de sua embaixada.

"Atualmente há manifestações generalizadas, violentas e imprevisíveis em Porto Príncipe e em outras partes do Haiti. Devido a estas manifestações, em 14 de fevereiro de 2019, o Departamento de Estado ordenou a saída de todo o pessoal dos Estados Unidos que não seja de emergência e de seus familiares", afirmou o órgão em um comunicado.

O Haiti atravessa um profunda crise política desde 7 de fevereiro. As atividades estão paralisadas por manifestações populares nas principais cidades.

A ira popular tem como alvo principal o presidente Jovenel Moise, no poder desde 2017, criticado por não ter cumprido suas promessas e por ter agravado a pobreza.

A frustração popular dos haitianos se agravou pela publicação no final de janeiro de um relatório oficial sobre o possível desvio de quase dois bilhões de dólares do Fundo Petrocaribe, um programa de ajuda que a Venezuela oferece ao Haiti desde 2008.

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