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Votação para evitar 'shutdown' nos EUA deve acontecer na quinta-feira

18:59 | 13/02/2019

O Congresso dos Estados Unidos não votará uma proposta para evitar outra paralisação do governo federal antes da tarde de quinta-feira, um dia antes do prazo previsto no acordo alcançado entre o presidente Donald Trump e a oposição democrata no fim de janeiro.

Trump, que não confirmou se vai sancionar a medida, criticou o acordo de gastos alcançado na segunda-feira entre os negociadores republicanos e democratas porque inclui apenas um quarto dos 5,7 bilhões de dólares que ele pede para construir um muro na fronteira com o México.

O presidente americano disse que ainda não viu o texto acordado, mas não se recusou a assiná-lo para evitar outro "shutdown" e encontrar outras formas de financiar o muro da fronteira, uma de suas principais promessas de campanha.

Quando o projeto de lei chegar "vamos olhá-lo com cuidado", explicou Trump da Casa Branca. "Não quero outro 'shutdown' (...) seria uma coisa terrível", admitiu.

Embora sejam vagas, as palavras de Trump deixaram os legisladores otimistas sobre a possibilidade de o texto ser aprovado pelo Congresso e mais tarde ratificado pelo presidente.

Caso o projeto não prospere, o financiamento será interrompido - como aconteceu durante cinco semanas entre dezembro e janeiro, no "shutdown" mais longo da história dos Estados Unidos.

Os líderes democratas e republicanos do Congresso parecem determinados a evitar uma situação similar.

A líder da maioria democrata na Câmara dos Representantes, Steny Hoyer, disse nesta quarta que esperava que o texto pudesse ser apresentado aos legisladores na última hora desta quarta.

"Esperamos poder apresentar os papéis nesta noite (...) e que se aprove amanhã", afirmou Hoyer, que também antecipou que a votação não aconteceria antes das 18H30 no horário local (21H30 GMT no horário de Brasília).

Se for aprovado, o projeto de lei passaria para o Senado, controlado pelos republicanos, cujo líder, Mitch McConnell, disse estar confiante de que o texto passará na Câmara.

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