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Semana de Moda de Nova York exibe seu ecletismo

17:51 | 13/02/2019

A Semana de Moda de Nova York demostrou nessa terça-feira seu ecletismo, entre o universo psicodélico da Coach, o novo desafio conceitual da Vaquera e a elegância contida de Gabriela Hearst.

Como nos desfiles das marcas Kate Spade, Tory Burch e Prabal Gurung, a Coach se apaixonou pela cor nessa temporada, mas com um estilo muito diferente.

O estilista Stuart Vevers teve a colaboração de Kaffe Fassett, um dos principais nomes do design americano, conhecido por suas criações coloridas.

O criador se inspirou no poder das experiências psicodélicas e em como o "abandono do controle" pode abrir para uma pessoa "uma relação mais intensa com a cor, a natureza e as emoções", disse em entrevista à revista Vogue.

"Kaffe frequentemente fala sobre o poder da cor, que pode mudar nossas vidas. Queria traduzir isso em um código de vestuário", disse.

A ideia se materializou principalmente em vestidos e blusas elaboradas em materiais muito fluidos, como a musselina, que por vezes emprestava um ar virginal às modelos, algo muito diferente na passarela da Coach.

As estampas também apareceram em bolsas, uma grande surpresa, já que os acessórios da marca costumam ser muito mais sóbrios.

Fiel à sua tradição, a Coach também mostrou muito couro, especialmente em jaquetas que também tinham toques de cor.

Um dos convidados especiais do desfile era o ator Michael B. Jordan ("Creed" e "Pantera Negra"), novo embaixador da marca.

Jordan substituiu a cantora Selena Gómez, que foi musa da Coach e inspirou uma coleção cápsula no ano passado.

Habituados a coleções questionadoras que reivindicam a anarquia, os principais criadores da marca Vaquera se interessaram nessa temporada pela decoração de interiores.

O objetivo era explorar "os laços (da decoração de interiores) com a vestimenta", disse depois do desfile Bryn Taubensee, uma das três mentes criativas da marca.

"Ela pode encobrir suas inseguranças com uma casa realmente bonita ou pode se desnudar e te abraçar", comparou.

A coleção teve várias referências à decoração de interiores, desde franjas de cortina na lateral de uma calça até uma peça de tapeçaria usada em um vestido.

A marca também questionou o poder da representação ao desestruturar completamente a indumentária, incluindo um look minúsculo ou, por outro lado, uma versão tão grande que cobre até os tornozelos.

Foi o primeiro desfile da estilista uruguaia após o anúncio da compra de uma participação minoritária em sua empresa por parte do grupo LVMH, apenas três anos após o lançamento da marca.

"É uma validação", admitiu, explicando que aceitou esse novo acionista, referência mundial de luxo, porque ainda tem "muito que aprender".

Nessa nova coleção, Gabriela Hearst se manteve fiel ao espírito da marca, que exalta principalmente a silhueta.

Seus modelos são uma celebração do comprimento e da verticalidade, com vestidos e saias muitas vezes nos tornozelos, assim como os casacos.

A elegância está ali, mas não faz alarde, e é identificada pela qualidade superior dos materiais e acabamentos, assim como nos truques de modelagem para evitar um classicismo muito pronunciado.

A coleção foi inspirada na bailarina russa Maya Plisetskaya e seus quase 50 anos de carreira no Balé Bolshoi.

Mais uma vez a coleção foi pensada com foco na sustentabilidade e os materiais foram selecionados pro sua qualidade, mas também pelo menos impacto ao mei ambiente.

Entre os espectadores do desfile estavam algumas das crianças que pediram à justiça dos Estados Unidos em 2015 para que assuma sua responsabilidade pela contaminação do território e da atmosfera.

A Semana de Moda de Nova York termina nessa quarta-feira com os desfiles das marcas Michael Kors e Marc Jacobs.

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