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Di Maria, o ex-diabo vermelho que brilhou em Old Trafford

14:32 | 13/02/2019

Nem as vaias, nem as faltas conseguiram parar Angel Di Maria em sua volta ao Old Trafford. Autor de duas assistências, o argentino se vingou e ajudou um Paris Saint-Germain desfalcado de Neymar e Cavani a buscar a vitória na terça-feira no estádio do Manchester United (2-0).

Após levar um duro encontrão do lateral-direito Ashley Young, o atacante se chocou com a grade da arquibancada e caiu no chão. A torcida inglesa pegou no pé, sem esquecer de sua fracassada passagem pelo United na temporada 2014/2015.

Mas no final, foi um dos destaques do jogo. Graças a suas duas assistências, sua equipe tem um pé nas quartas de final da Liga dos Campeões, antes da partida de volta das oitavas ,no dia 6 de março no Parque dos Príncipes.

"É muito competitivo, como todos os sul-americanos. Quando são atacados, reagem", disse sorrindo o técnico Thomas Tuchel, muito "feliz" com a atuação de Di Maria.

Sem Neymar nem Edinson Cavani, lesionados, todo o potencial ofensivo estava nos pés do argentino de 31 anos e de Kylian Mbappé, de 20. Mas a imagem que deixa em Manchester é do momento em que fez um gesto de tomar uma garrafa de cerveja lançada da arquibancada, que divertiu as redes sociais.

Embora não tenha brilhado no primeiro tempo, talvez pela falta de entrosamento com o alemão Julian Draxler, acionado como meia-ofensivo, mas que normalmente joga atrás do argentino. Foi depois do intervalo que Di Maria se transformou em perigo constante para os Diabos Vermelhos, junto com Mbappé.

A primeira aparição decisiva veio com um escanteio da direita, que encontrou na trave mais distante Presnel Kimpembe para abrir o placar (53).

Depois, entrou pela esquerda e seu cruzamento chegou em Mbappé que marcou o 2 a 0 (60).

O 'hat trick' das assistências ficou próximo, quando o seu passe de 40 metros foi recebido novamente por Mbappé, mas o francês não conseguiu superar o goleiro David de Gea (63).

"Como nosso primeiro tempo não foi muito bom, conversamos muito. Ele também estava decepcionado. Talvez estivesse um pouco nervoso, superutilizado, joga o tempo todo, sempre dá 100%, nunca descansa", disse Tuchel.

Di Maria finalmente encontrou o seu lugar no 3-4-3, bem diferente do esperado 4-2-3-1.

"Ele gosta de ir para a direita e depois aparecer no centro do ataque, onde foi visto correndo para a esquerda para quebrar a defesa do United, com muita disciplina", explica Markus Kaufmann, autor do livro 'Thomas Tuchel: fazer Paris crescer'.

"Foi bem, assim como Draxler foi inteligente em seus deslocamentos", acrescentou.

"Ele manteve a confiança após a primeira etapa e continuou trabalhando para ser completo. Foi um bom retorno para ele no Old Trafford. Estou feliz por ele", continuou o treinador alemão, que permitiu que o argentino saísse aplaudido de pé pelos torcedores parisienses (81) quando foi substituído por Colin Dagba.

Se o badalado trio "MCN" (Mbappé-Cavani-Neymar) funciona bem, é também porque Di Maria o ajudou muito. Com o maior número de assistências no campeonato francês (8), o argentino tem três na Champions.

Das equipes que permanecem na competição continental, apenas o argelino Riyad Mahrez (Manchester City) e o bósnio Edin Dzeko (Roma) o superam, com quatro passes decisivos cada.

Autor do gol do PSG em Lyon no início de fevereiro no Campeonato Francês, onde ele foi o melhor da equipe, apesar da derrota (2-1), Di Maria está na crista da onda neste momento.

E Old Trafford ainda deve se perguntar se ele é o mesmo jogador que marcou apenas quatro gols com o United há cinco anos. Os torcedores do PSG vão rezar para que ele não se machuque antes do jogo de volta.

ah-mam/psr/aam