Inundações deixam 10 mortos no sul da FrançaNotícias do Mundo
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Inundações deixam 10 mortos no sul da França

Inicialmente, foi divulgado o total de 13 mortes. Números foram atualizados

13:43 | 15/10/2018
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Dez pessoas morreram entre domingo e hoje após chuvas torrenciais e inundações no sul da França.

Segundo uma revisão do balanço provisório fornecido pela Defesa Civil francesa, as chuvas torrenciais deixaram ao menos dez mortos, oito pessoas feridas e um desaparecido.

O presidente Emmanuel Macron, que deve se dirigir ao departamento atingido "assim que possível", expressou, na tarde desta segunda-feira, 15, "solidariedade de toda a nação" às vítimas e elogiou a mobilização "exemplar" dos serviços de emergência.

Em 5 horas, "entre 160 e 180 mm de água caíram sobre a aglomeração de Carcassonne", segundo o prefeito de Aude, Alain Thirion. Mas a situação não está estabilizada e espera-se transbordamentos nas próximas horas, segundo o serviço Vigicrues.

Mais de mil moradores de Pezens, no distrito de Aude, deixaram suas casas nessa manhã como medida preventiva devido aos riscos de transbordamento de uma barragem, indicou a Defesa Civil. A evacuação do restante desta Cidade de cerca de 1.500 habitantes, localizada no noroeste da cidade de Carcassonne, foi suspensa, acrescentou o serviço.

Na região de Carcassonne, os campos estão completamente inundados e várias estradas foram destruídas ou estão intransitáveis, com árvores caídas nas estradas e veículos arrastados pela água.

O balanço é "provisório e deve aumentar conforme avança a intervenção das equipes de resgate", declarou o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, antes da atualização do número de mortos.

Philippe deve visitar a região na parte da tarde com o ministro da Transição Ecológica François de Rugy.

 

"Água e lama para todos os lados"

"A água invadiu a nossa casa. Tem água em todos os lugares. Tudo está inundado. Uma ponte desmoronou. Há bombeiros por toda parte, não sabemos para onde ir", testemunhou por telefone uma moradora da cidade de Villegailhenc, Hélène Ségura. "Pela janela, vejo água e lama por toda parte", acrescentou ela.

No mosteiro de Villardonnel, onde uma freira morreu, "o dano é considerável, as janelas explodiram. Emprestamos cadeiras para que pudessem almoçar em um lugar seco ao meio-dia. A freira que faleceu tinha entre 90 e 95 anos", explicou à AFP Roselyne Navarro, membro do comitê de ação social da Cidade.

"Algumas casas sofreram danos significativos, com a residência de um casal de idosos. É perigoso, eles correm o risco de eletrocussão", alertou.

O alerta vermelho para transbordamento de rios em vigor desde a manhã no vale central do rio Aude foi estendido para três seções adicionais, indicou Vigicrues ao meio-dia.

"A cheia excepcional em Trèbes está perto, mas abaixo da cheia registrada em 1891", ressaltou Vigicrues em seu boletim. A água chegava a 7,68 metros por volta das 7h30min (2h30min de Brasília), segundo o site do instituto. Em 1891, a água subiu a 7,95 metros no dia 25 de outubro.

Em Hérault (sul), as fortes chuvas que atingem o oeste do departamento, perto do Aude, devem se deslocar para o leste na parte da tarde e à noite.

Na vizinha Espanha, a tempestade Leslie atingiu no domingo com menos intensidade do que o esperado. A cidade de Zamora (oeste) registrou rajadas de 100 km/h e a queda de árvores causou cortes de energia que afetaram cerca de 400 pessoas.

Inicialmente um furacão, Leslie vagou pelo Oceano Atlântico desde 23 de setembro e se transformou em uma tempestade pós-tropical em sua chegada na costa portuguesa na noite de sábado, 13.

 

AFP 

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