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"Não se preocupem": Confira as cartas dos meninos presos em caverna na Tailândia

"Eu amo vocês, papai, mamãe e irmã. Então não se preocupem comigo", escreveu Pheeraphat, assinando sua carta com seu apelido, "Night"

21:48 | 07/07/2018
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Desde a pequena saliência rodeada de água no fundo da caverna onde ficaram presos há duas semanas, as crianças escreveram cartas comoventes para seus pais:
"Eu amo vocês, papai, mamãe e irmã. Então não se preocupem comigo", escreveu Pheeraphat, assinando sua carta com seu apelido, "Night". "Papai e mamãe te esperam para festejar seu aniversário. Volte rapidamente. Sabemos que você consegue", escreveram seus pais para ele. Ele que é goleiro do time "Wild Boars" comemorou seu décimo sexto aniversário no dia 23 de junho. "Estou tão feliz por ter visto sua carta, sua escrita", reagiu Supaluk Sompiengjai, a mãe de Pheeraphat, entrevistada neste sábado pela AFP.

 

A Marinha da Tailândia publicou as cartas neste sábado, após vários dias sem novas imagens das crianças. "Não importa quanto tempo tenhamos que esperar, desde que esteja seguro", acrescenta a mãe de Pheeraphat, que mora em um pequeno vilarejo na província de Mae Sai, no norte da Tailândia, na fronteira com Mianmar. Ela guardou seu bolo de aniversário intacto, na geladeira. "Não se preocupem, mamãe e papai. Faz duas semanas desde que sai de casa, mas eu vou voltar para ajudá-los na loja", escreve Ekkarat, assinando seu apelido, Bew. Seus pais administram uma pequena mercearia.

 

Além das mensagens de esperança, as crianças falam das duras condições na caverna, sobre dormir em cobertores de sobrevivência e comer rações de sobrevivência trazidas por mergulhadores, que levam seis horas para chegar às crianças. "Eu estou bem, mas é um pouco frio aqui. Não se preocupem por mim. Não se esqueçam de preparar minha festa de aniversário", diz Duangphet, assinando seu apelido, Dom. "Se eu sair, por favor, me levem para comer moo krata", um prato tailandês da carne de porco e vegetais grelhados, escreveu um terceiro, Piphat, assinando o seu apelido, Nick.

 

O treinador de futebol escreveu, por sua vez, uma carta de desculpas aos pais: "Obrigado por todo o apoio moral. Peço desculpas a todos os pais", indicou o treinador Ekkapol Chantawong, de 25 anos. "Minhas queridas tia e avó, eu estou bem, não se preocupem muito. Cuidem de vocês mesmas", acrescentou ele em uma carta a seus parentes. "Eu estou esperando por você na frente da caverna", havia escrito sua tia, Een.

AFP

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