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Procurador-geral de NY se demite após acusação de violência contra mulheres

A notícia é uma mudança surpreendente na trajetória do democrata, grande opositor de Donald Trump e defensor do movimento #MeToo, que luta contra o assédio sexual

08:47 | 08/05/2018
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O procurador-geral do estado de Nova York, Eric Schneiderman, que havia defendido publicamente o movimento #MeToo, anunciou sua demissão na segunda-feira (7), horas depois de ser acusado na imprensa de violência contra quatro mulheres.

 

A notícia representa uma mudança surpreendente na trajetória do democrata, grande opositor de Donald Trump e defensor no âmbito judicial do movimento #MeToo, que luta contra o assédio sexual e foi criado após o escândalo do caso Weinstein. Schneiderman avaliou que as acusações, que não estão relacionadas com sua atividade profissional, impedem-no de "dirigir a Procuradoria neste período crítico", e anunciou sua demissão, que será efetiva na noite desta terça-feira.

[SAIBAMAIS] 

"Nas últimas horas, fizeram denúncias sérias contra mim, que contestei com firmeza", declarou Schneiderman. Em artigo publicado no site da revista "New Yorker", duas mulheres denunciaram abertamente Schneiderman, e outras duas fizeram acusações sob anonimato. Mannig Barish, uma das supostas vítimas, garantiu ter mantido uma relação com Schneiderman entre o verão (boreal) de 2013 e o final de 2015, enquanto outra mulher, identificada no artigo como Tany Selvaratnam, revelou relacionamento com o procurador entre o verão de 2016 e o outono de 2017.

 

As duas mulheres afirmam que foram agredidas por Schneiderman, ex-senador democrata, em várias ocasiões quando ele estava sob o efeito de bebidas alcoólicas, incluindo estrangulamentos, no que entenderam como uma tentativa de dominá-las física e psicologicamente.

 

Schneiderman, segundo as denunciantes, as ameaçava de morte, caso abandonassem a relação. "Na intimidade de relações privadas, participei de jogos e de outras atividades sexuais consentidas", afirmou Schneiderman em um comunicado. "Não agredi ninguém e jamais mantive relações sexuais não consentidas", insistiu. As mulheres afirmaram que em nenhum momento consentiram, ou pediram a Schneiderman este tipo de tratamento.

 

O governador de Nova York, o democrata Mario Cuomo, pediu a renúncia do procurador. "Minha opinião pessoal é que, observados os fatos mencionados no artigo, não é possível que Eric Schneiderman continue servindo como procurador", disse.

 

Procurador desde 2010, Schneiderman se tornou um dos oponentes mais ativos do presidente Donald Trump e promoveu várias ações legais contra medidas da administração federal ligadas ao clima, à imigração e à neutralidade na Web. Em fevereiro, o procurador apresentou uma ação judicial contra o ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein e sua empresa por fracassar na proteção de seus funcionários e por agressões sexuais.

 

Weinstein foi acusado de assédio e agressão sexual por mais de 100 mulheres. Um dos autores do artigo na "New Yorker" é o jornalista e escritor Ronan Farrow, filho de Mia Farrow e Woody Allen, e recente ganhador do prêmio Pulitzer por sua matéria sobre Weinstein.

AFP

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A notícia é uma mudança surpreendente na trajetória do democrata, grande opositor de Donald Trump e defensor do movimento #MeToo, que luta contra o assédio sexual

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O procurador-geral do estado de Nova York, Eric Schneiderman, que havia defendido publicamente o movimento #MeToo, anunciou sua demissão na segunda-feira (7), horas depois de ser acusado na imprensa de violência contra quatro mulheres.

 

A notícia representa uma mudança surpreendente na trajetória do democrata, grande opositor de Donald Trump e defensor no âmbito judicial do movimento #MeToo, que luta contra o assédio sexual e foi criado após o escândalo do caso Weinstein. Schneiderman avaliou que as acusações, que não estão relacionadas com sua atividade profissional, impedem-no de "dirigir a Procuradoria neste período crítico", e anunciou sua demissão, que será efetiva na noite desta terça-feira.

[SAIBAMAIS] 

"Nas últimas horas, fizeram denúncias sérias contra mim, que contestei com firmeza", declarou Schneiderman. Em artigo publicado no site da revista "New Yorker", duas mulheres denunciaram abertamente Schneiderman, e outras duas fizeram acusações sob anonimato. Mannig Barish, uma das supostas vítimas, garantiu ter mantido uma relação com Schneiderman entre o verão (boreal) de 2013 e o final de 2015, enquanto outra mulher, identificada no artigo como Tany Selvaratnam, revelou relacionamento com o procurador entre o verão de 2016 e o outono de 2017.

 

As duas mulheres afirmam que foram agredidas por Schneiderman, ex-senador democrata, em várias ocasiões quando ele estava sob o efeito de bebidas alcoólicas, incluindo estrangulamentos, no que entenderam como uma tentativa de dominá-las física e psicologicamente.

 

Schneiderman, segundo as denunciantes, as ameaçava de morte, caso abandonassem a relação. "Na intimidade de relações privadas, participei de jogos e de outras atividades sexuais consentidas", afirmou Schneiderman em um comunicado. "Não agredi ninguém e jamais mantive relações sexuais não consentidas", insistiu. As mulheres afirmaram que em nenhum momento consentiram, ou pediram a Schneiderman este tipo de tratamento.

 

O governador de Nova York, o democrata Mario Cuomo, pediu a renúncia do procurador. "Minha opinião pessoal é que, observados os fatos mencionados no artigo, não é possível que Eric Schneiderman continue servindo como procurador", disse.

 

Procurador desde 2010, Schneiderman se tornou um dos oponentes mais ativos do presidente Donald Trump e promoveu várias ações legais contra medidas da administração federal ligadas ao clima, à imigração e à neutralidade na Web. Em fevereiro, o procurador apresentou uma ação judicial contra o ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein e sua empresa por fracassar na proteção de seus funcionários e por agressões sexuais.

 

Weinstein foi acusado de assédio e agressão sexual por mais de 100 mulheres. Um dos autores do artigo na "New Yorker" é o jornalista e escritor Ronan Farrow, filho de Mia Farrow e Woody Allen, e recente ganhador do prêmio Pulitzer por sua matéria sobre Weinstein.

AFP

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O procurador-geral do estado de Nova York, Eric Schneiderman, que havia defendido publicamente o movimento #MeToo, anunciou sua demissão na segunda-feira (7), horas depois de ser acusado na imprensa de violência contra quatro mulheres.

 

A notícia representa uma mudança surpreendente na trajetória do democrata, grande opositor de Donald Trump e defensor no âmbito judicial do movimento #MeToo, que luta contra o assédio sexual e foi criado após o escândalo do caso Weinstein. Schneiderman avaliou que as acusações, que não estão relacionadas com sua atividade profissional, impedem-no de "dirigir a Procuradoria neste período crítico", e anunciou sua demissão, que será efetiva na noite desta terça-feira.

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"Nas últimas horas, fizeram denúncias sérias contra mim, que contestei com firmeza", declarou Schneiderman. Em artigo publicado no site da revista "New Yorker", duas mulheres denunciaram abertamente Schneiderman, e outras duas fizeram acusações sob anonimato. Mannig Barish, uma das supostas vítimas, garantiu ter mantido uma relação com Schneiderman entre o verão (boreal) de 2013 e o final de 2015, enquanto outra mulher, identificada no artigo como Tany Selvaratnam, revelou relacionamento com o procurador entre o verão de 2016 e o outono de 2017.

 

As duas mulheres afirmam que foram agredidas por Schneiderman, ex-senador democrata, em várias ocasiões quando ele estava sob o efeito de bebidas alcoólicas, incluindo estrangulamentos, no que entenderam como uma tentativa de dominá-las física e psicologicamente.

 

Schneiderman, segundo as denunciantes, as ameaçava de morte, caso abandonassem a relação. "Na intimidade de relações privadas, participei de jogos e de outras atividades sexuais consentidas", afirmou Schneiderman em um comunicado. "Não agredi ninguém e jamais mantive relações sexuais não consentidas", insistiu. As mulheres afirmaram que em nenhum momento consentiram, ou pediram a Schneiderman este tipo de tratamento.

 

O governador de Nova York, o democrata Mario Cuomo, pediu a renúncia do procurador. "Minha opinião pessoal é que, observados os fatos mencionados no artigo, não é possível que Eric Schneiderman continue servindo como procurador", disse.

 

Procurador desde 2010, Schneiderman se tornou um dos oponentes mais ativos do presidente Donald Trump e promoveu várias ações legais contra medidas da administração federal ligadas ao clima, à imigração e à neutralidade na Web. Em fevereiro, o procurador apresentou uma ação judicial contra o ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein e sua empresa por fracassar na proteção de seus funcionários e por agressões sexuais.

 

Weinstein foi acusado de assédio e agressão sexual por mais de 100 mulheres. Um dos autores do artigo na "New Yorker" é o jornalista e escritor Ronan Farrow, filho de Mia Farrow e Woody Allen, e recente ganhador do prêmio Pulitzer por sua matéria sobre Weinstein.

AFP

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