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Morre cientista de 104 anos que viajou à Suíça para receber injeção letal

O cientista David Goodall não sofria de doença terminal, mas decidiu adiantar a sua morte por achar que já havia vivido demais

09:42 | 10/05/2018
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[FOTO1]O cientista australiano David Goodall, de 104 anos, morreu após receber injeção letal, às 7h30min desta quinta-feira (12h30min no horário da Suíça), 10. Impedido de se submeter a eutanásia em seu país, o cientista foi à Suíça realizar o procedimento em clínica especializada, a Exit International. A viagem aconteceu no início deste mês, quando o homem, mesmo sem sofrer de doença terminal, decidiu adiantar a sua morte

"Não estou feliz. Quero morrer. Não é particularmente triste", declarou ao canal de TV australiano ABC no dia do seu aniversário, no começo de abril. "O que é triste é que me impeçam isso. Meu sentimento é que uma pessoa idosa como eu deve se beneficiar de seus plenos direitos de cidadão, incluindo o direito ao suicídio assistido", acrescentou.

A eutanásia, ato de induzir a própria morte, é ilegal na maioria dos países do mundo. Na Austrália, a técnica é restrita a pacientes com doenças terminais e com expectativa de vida inferior a seis meses, o que não era o caso de David Goodall. Na Suíça, a eutanásia é legal. "É injusto que um dos cidadãos mais idosos e destacados da Austrália se veja obrigado a tomar um avião para o outro lado do mundo a fim de poder morrer com dignidade", informou a Exit International em seu site.

A morte foi confirmada pela clínica. De acordo com a Exit International, o pesquisador escolheu injeção letal para morrer e caiu no sono segundos depois, ao som da 9º sinfonia de Beethoven - escolha musical de Goodall. O cientista solicitou que não houvesse enterro ou qualquer tipo de cerimonial, e doou seu corpo à medicina. Netos e demais familiares acompanharam o procedimento. 
 
Redação O POVO Online
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