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Brasileiro vira preso político na Venezuela após realizar ações de caridade

As denúncias contra o homem partiram de Diosdado Cabello, homem importante para o Chavismo. Em seu programa televisivo, Cabello disse que a CIA estaria por trás das ações do brasileiro contra o Chavismo

14:06 | 04/01/2018
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O brasileiro Jonatan Moisés Diniz, de 31 anos, foi preso na Venezuela. Ele é acusado de terrorismo e de organizar atividades contra o governo de Nicolás Maduro. A família de Diniz, que mora em São Marcos, município do Rio Grande do Sul, afirma que o homem ajudava crianças pobres no país com alimentos e roupas. A informação é do portal Gaúcha Zero Hora.

Diniz mora na Califórnia, nos Estados Unidos, mas viajou pelo menos quatro vezes para a Venezuela nos últimos dois anos. Ele chegou a viver na capital venezuelana, Caracas, por dois meses no começo do ano passado. Lá, passou a se envolver de modo mais intenso com a crise vivida pelo país, se integrando nas causas sociais.

Em seu Facebook, é possível ver postagens onde ele pede para os venezuelanos se erguerem contra Maduro. Em vídeos publicados em sua conta no Instagram, ele filma colegas acariciando a cabeça de crianças. Ele também registrou uma ida a um restaurante em que levou 15 moradores de rua para jantar.

Diniz começou a pedir doações em novembro passado para a ONG Time to Change the World, que não tem site e as contas nas redes sociais foram recém criadas, com menos de dois meses. Ele pedia doações para ajudar o Natal de 600 famílias venezuelanas.

Diosdado Cabello

As denúncias contra o homem partiram de Diosdado Cabello, homem importante para o Chavismo. Em seu programa televisivo, Cabello disse que a CIA estaria por trás das ações do brasileiro contra o Chavismo. Para ele, a ONG liderada por Diniz doa alimentos e itens básicos a moradores de rua para obter financiamento para grupos que o governo de Maduro entende como terroristas.

Diniz foi preso quando realizava uma ação de distribuição de comida e roupas. O pai do brasileiro, entrevistado pela reportagem do Gaúcha Zero Hora, afirma que está acompanhando o caso em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Com ele está Renata, avó de Jonatan Diniz, e outro filho, Juliano.

O pai disse que a família está vivendo com a prisão do filho e a falta de informações. Luiz Francisco disse que está desesperado após passar uma semana sem notícias.

Itamaraty

Conforme a família do preso, o Itamaraty pediu para que eles fosse discretos e não comentassem mais sobre o caso com a imprensa.

A assessoria de comunicação do Ministério das Relações Exteriores se manifestou oficialmente pela pasta.  "O Consulado do Brasil em Caracas acompanha o caso de Jonatan Diniz e está em contato com as autoridades venezuelanas e com a família para prestar a assistência consular cabível. Em função da Lei de Acesso à Informação e em respeito à privacidade do brasileiro, esta assessoria não está autorizada a prestar informações pessoais sobre o caso."

Relação entre Brasil e Venezuela

No dia 23 de dezembro, Nicolás Maduro expulsou o embaixador brasileiro Ruy Pereira. Em resposta à atitude, o governo brasileiro também expulsou o representante venezuelano em Brasília. A prisão de Diniz pode intensificar a crise diplomática entre os dois países.

 

Redação O POVO Online

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