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Robert Mugabe: à frente do Zimbábue há 37 anos

14:04 | 15/11/2017
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O Zimbábue, governado por Robert Mugabe com mão de ferro desde a sua independência, em 1980, arrasta anos de crise econômica. Em 1890, chegam os colonos britânicos da África do Sul, liderados por Cecil Rhodes, que dará seu nome ao território. Em 1923, a Rodésia do Sul se torna uma colônia da Coroa.

Em 1965, o premier da minoria segregacionista branca Ian Smith rompe com o Reino Unido e proclama uma independência unilateral, para evitar a ascensão ao poder da maioria negra.

De 1972 a 1979, Ian Smith lança no país uma guerra contra os nacionalistas negros, liderados por Robert Mugabe y Joshua Nkomo, que deixa ao menos 27 mil mortos.

Em abril de 1980, após os acordos de Lancaster House, a Rodésia do Sul se converte em Zimbábue.

O país explode em júbilo e o mundo saúda o nascimento de um modelo para a África. No estádio de Harare, centenas de milhares de pessoas assistem com orgulho ao hasteamento da nova bandeira e ao show de Bob Marley, que canta em homenagem à independência.

Canaan Banana se converte em presidente, um cargo honorífico. O primeiro-ministro é Robert Mugabe, que agarra o poder.

Em 1987, Mugabe se torna chefe de Estado, após uma reforma constitucional que institui o regime presidencial.

O presidente gera esperança. Ele estende a mão à minoria branca e cria uma política social que beneficia a maioria negra, até então marginalizada.

Mas em fevereiro de 2000 ocorre a rejeição em referendo do projeto de nova Constituição que ele desejava aplicar.

Mugabe deixa os veteranos de guerra da independência invadirem as granjas, a maioria dirigida por brancos. Mais de 4 mil brancos abandonam suas propriedades agrícolas.

Em 2002, o presidente é reeleito em uma votação polêmica, marcada por atos violentos e intimidações.

Em 2008, o Movimento por uma Mudança Democrática (MDC), principal partido opositor, de Morgan Tsvangirai, toma o controle do parlamento da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF). Mas Mugabe segue como presidente, depois que Tsvangirai, na liderança do primeiro turno eleitoral, retira-se em consequência da onda de repressão à oposição.

Em 2013, Mugabe vence novamente as eleições presidenciais (61%) e seu partido conquista a maioria das cadeiras do parlamento.

O país, rico em recursos minerais, enfrenta uma grave crise econômica e financeira.

O outrora celeiro da África meridional registra uma queda estrondosa de sua produção agrícola após o lançamento da reforma agrária.

Em 2009, o governo se vê obrigado a adotar o dólar americano e o rand sul-africano, após a queda da moeda nacional, o que fez os preços dispararem.

No fim de 2016, o governo lança outra moeda (com câmbio fixo), para conter a fuga de dólares para o exterior. Mas a medida não tem o efeito esperado.

A crise se traduz em um desemprego em massa (quase 90% da população economicamente ativa), na crise em serviços públicos e na falta de liquidez. Em outubro de 2017, o Zimbábue proíbe a importação de frutas e hortaliças, para economizar divisas.

O Zimbábue é um país da África meridional que faz fronteira com Moçambique, África do Sul, Botsuana e Zâmbia. Sua população era de 16,15 milhões de habitantes em 2016, segundo o Banco Mundial. O país conta com 50% de cristãos, a maioria anglicanos, e 40% de animistas.

As Victoria Falls são um destino turístico muito procurado por estrangeiros.

AFP

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