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Conhecido ciberativista sírio é executado em segredo na cadeia

07:36 | 02/08/2017

O ciberativista sírio Bassel Khartabil Safadi foi executado em 2015, três anos depois de ter sido preso pelas forças do governo Bashar al-Assad em plena guerra no país - anunciou sua viúva.

"As palavras me saem com dificuldade no momento em que me disponho a anunciar (...) a confirmação da pena de morte e a execução do meu marido, Bassel Khartabil Safadi", postou Nura Ghazi Safadi em sua página no Facebook na madrugada desta quarta-feira, 2.

"Eles o executaram dias depois de ter sido transferido da prisão de Adra (perto de Damasco) em outubro de 2015. É um fim digno de um herói como ele", acrescentou sua viúva, que se casou com o ativista quando ele estava preso.

"É uma perda para a Síria. É uma perda para a Palestina. É uma perda para mim", disse ela sobre o marido, de pai palestino e mãe síria.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) também reportou a execução de Bassel Sadafi.

Ele foi detido em março de 2012, um ano depois do início da guerra síria. Na época, várias ONGs, entre elas a Human Rights Watch (HRW) e a Anistia Internacional, pediram sua libertação.

Executado aos 34 anos de idade, Safadi era muito conhecido na comunidade mundial da chamada Internet Livre (Open Internet), que defende um uso sem restrições da rede. A Internet chegou à Síria nos anos 2000 com restrições impostas a várias páginas na web.

Em 2016, a HRW declarou que a detenção do ciberativista parecia "ser a consequência direta de seu trabalho legítimo e pacífico para a promoção e a proteção do direito à liberdade de expressão".

Segundo o OSDH, mais de 60 mil pessoas foram executadas, ou morreram vítimas da tortura nas prisões do governo. Hoje, haveria mais 200 mil detidos nessas instalações.

AFP

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