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Pai que esqueceu criança em carro nos EUA é considerado culpado por assassinato do filho

O júri passou quatro dias ouvindo testemunhas, como a mãe de Cooper, e analisando cerca de mil evidências

13:55 | 15/11/2016
montagem com justin durante o julgamento e foto de cooper
montagem com justin durante o julgamento e foto de cooper

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No ano de 2014, o pequeno Cooper, de 1 ano e 10 meses foi esquecido pelo pai dentro do carro, das 9h até as 16horas. O pai, Justin Ross Harris, de 35 anos, deveria ter levado o filho à creche antes de ir ao trabalho, entretanto, deixou a criança no veículo fechado por horas até encontrar o filho já sem vida na cadeirinha, no banco de trás do carro. Nessa segunda-feira, 14, após cerca de dois anos do caso, Justin foi considerado culpado pela morte de Cooper, e poderá pegar prisão perpétua.

Composto por seis homens e seis mulheres, o júri ouviu 70 testemunhas, analisou mais de mil evidências e depois deliberou por 21 horas, divididas em quatro dias, até decidir que Justin tinha intenção de matar o filho. A motivação seria a vontade de se "livrar de suas responsabilidades familiares", pois tinha casos extraconjugais. A sentença de Justin deverá ser anunciada no próximo dia 5.

"Esse é um dos casos em que as ações falam mais do que as palavras. Ele tem malícia no coração", declarou o promotor público Chuck Boring, de acordo com informações da CNN. A investigação do caso revelou que o pai de Cooper apertou o cinto da cadeirinha da criança e abaixou o assento da cadeirinha em seu nível mais baixo, dificultando que o menino se soltasse. Horas antes do falecimento de Cooper, Harris trocava mensagens e fotos íntimas com diversas mulheres, incluindo uma adolescente. Além disso, a investigação descobriu ainda que o pai havia pesquisado sobre morte de animais em locais fechados em alta temperatura.

A mãe de Cooper, ex-esposa de Justin, Leanna Taylor, foi ouvida por dois dias pelo júri do caso, relatando sua intimidade familiar com o marido e os problemas que havia entre eles, principalmente sobre o consumo de pornografia do ex-marido. “Cooper era o garotinho mais doce. Tinha tanta vida nele; ele era tudo para mim”, a mãe declarou.

Redação O POVO Online

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