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Trump perde apoio e diz que haverá fraude eleitoral nos EUA

00:58 | 18/10/2016

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, redobrou nesta segunda-feira as denúncias de fraude nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, que serão realizadas no dia 8 de novembro.


"É claro que haverá fraude eleitoral em grande escala antes e durante a eleição. Por que os líderes republicanos negam o que está ocorrendo? Que ingênuos!" - escreveu Trump no Twitter.


Encurralado por múltiplas acusações de abuso sexual, o candidato republicano, que nesta quarta-feira faz mais um debate na TV com a democrata Hillary Clinton, tem insistido nas denúncias de fraude, o que gera preocupação sobre possíveis protestos pós-eleitorais.


Trump não para de repetir que a mídia conspira a favor de Clinton, ao dedicar espaço às acusações de abuso sexual contra ele.

 

Seu companheiro de chapa, Mike Pence, se somou a este discurso ao declarar no domingo que a mídia nacional "constantemente tenta mudar de tema e ignorar deliberadamente a corrupção e o tráfico de influência envolvendo Hillary Clinton".
Sobre as denúncias de fraude, Pence afirmou que "aceitaremos absolutamente" o resultado das eleições.


Em entrevistas na TV americana nesta segunda-feira, Melania, mulher de Trump, admitiu que as palavras de seu marido sobre como tratou certas mulheres "foram ofensivas e impróprias". "Ele se desculpou comigo, eu aceitei suas desculpas e seguimos em frente", declarou Melania em entrevista à Fox News.


Em entrevista à CNN, Melania confirmou o que disse e observou que "não foi uma surpresa que tais gravações viessem à tona" neste momento. "Por que isto após tantos anos? Por que apenas três semanas antes das eleições?! Foram os meios de comunicação: NBC, 'Access Hollywood'".


"A mídia de esquerda ataca meu marido porque quer influenciar os americanos sobre como votar. E estão influenciando na direção errada".

O secretário de Estado de Ohio, o republicano Jon Husted, encarregado de supervisionar a eleição regional, afirmou nesta segunda-feira que Trump é "irresponsável" por levantar suspeitas de fraude.


"Se há um problema sistêmico, por favor, identifique-o. Não fique apenas nas acusações no Twitter. Fale." - declarou Husted à CNN.


O presidente da Câmara de Representantes, o republicano Paul Ryan, que na semana passada se distanciou de Trump, após a divulgação de uma gravação com declarações vulgares do magnata sobre mulheres, também descartou as acusações contra a integridade do sistema eleitoral.


O diretor da campanha de Clinton, Robby Mook, declarou que Trump "está tentando desesperadamente mudar o foco de sua própria campanha desastrosa".
"Sabe que está perdendo e está tentando culpar o sistema. Isto é o que os perdedores fazem", disse aos jornalistas.


O próprio sistema eleitoral americano não facilita uma fraude eleitoral em grande escala por sua natureza descentralizada.


As eleições são de responsabilidade de cada um dos 50 Estados do país e o Partido Republicano governa na maioria.

Trump e Clinton se enfrentam nesta quarta-feira no terceiro e último debate presidencial, que ocorrerá em Las Vegas.  A democrata ficou em casa nesta segunda-feira, na região de Nova York, preparando-se para o debate.


Sem dúvida haverá perguntas sobre a publicação, pelo WikiLeaks, de milhares de e-mails hackeados do chefe de sua equipe de campanha, John Podesta, que revelam articulações da candidata.


Os documentos mostram, entre outras coisas, que Clinton acredita que deve-se ter uma "posição privada e outra pública" em certos assuntos. Apesar destas revelações incômodas, Clinton tem no momento 45,4% das intenções de voto em nível nacional, contra 39,1% para Trump e 6,1% para o libertário Gary Johnson, segundo o site RealClearPolitics.


Há exatamente quatro anos, Barack Obama tinha apenas 0,4 ponto de vantagem sobre o republicano Mitt Romney. Mesmo diante da avalanche de acusações contra Trump, os eleitores de Ohio estão inclinados por ele, como mostra a última pesquisa CNN, que aponta 48% das intenções de voto para o republicano, contra 44% para Clinton.


Mas a candidata democrata lidera com folga na Pensilvânia, Flórida e Colorado, segundo pesquisa da universidade Quinnipiac, e tem ligeira vantagem na Carolina do Norte e em Nevada, de acordo com a CNN.

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