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Embraer pagará US$ 205 milhões nos EUA para encerrar casos de corrupção

Como parte do acordo, a Embraer se comprometeu a contratar por um período de três anos um consultor externo que acompanhará as políticas internas sobre transparência

15:43 | 24/10/2016

A Embraer concordou em pagar 205 milhões de dólares nos Estados Unidos para encerrar casos de corrupção em terceiros países, informou nesta segunda-feira o Departamento de Justiça.


De acordo com a procuradora-geral adjunta, Leslie Caldwell, a Embraer fez pagamentos irregulares a funcionários de República Dominicana, Arábia Saudita e Moçambique, e falsificou dados sobre contratos com a Índia.


"A Embraer pagou milhões de dólares em subornos para conseguir contratos com setores aeronáuticos em três continentes diferentes", destacou Caldwell em comunicado.


Para encerrar os casos, a Embraer aceitou pagar 107 milhões de dólares ao Departamento de Justiça e outros 98 milhões de dólares em multas e compensações à agência reguladora do mercado de valores (SEC, na sigla em inglês).


Como parte do acordo, a Embraer se comprometeu a contratar por um período de três anos um consultor externo que acompanhará as políticas internas sobre transparência.


O Departamento de Justiça lembrou que por esses casos de corrupção as autoridades brasileiras apresentaram queixas formais contra 11 pessoas, enquanto a Arábia Saudita denunciou formalmente outras duas.


A justiça americana tem jurisdição nesses casos, já que a Embraer, que foi privatizada em 1994 embora o governo brasileiro tenha participação acionária, opera na Bolsa de valores de Nova York.


O processo está previsto na Lei de Práticas de Corrupção no Exterior e sanciona empresas de qualquer país que se beneficiem de alguma forma do sistema financeiro americano.


A Embraer foi acusada de pagar 3,5 milhões de dólares de subornos a um "alto funcionário oficial" da República Dominicana para fechar um contrato por 92 milhões.


Na Arábia Saudita a empresa pagou subornos de 1,7 milhão de dólares, e foi denunciado também um pagamento de 800.000 dólares em Moçambique.

AFP
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