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Vida na Terra se originou 220 milhões de anos antes do que se pensava

07:49 | 01/09/2016

A vida na Terra se originou 220 milhões de anos antes do que se pensava até agora, indicaram nesta quinta-feira, 01, cientistas australianos ao revelar a existência de fósseis que datam de ao menos 3,7 bilhões de anos.

Estas pequenas estruturas, chamadas de estromatólitos, foram encontradas na Groenlândia e emergiram à superfície após o degelo de uma placa no maciço de Isuea, no sudoeste desta grande ilha.


Estes estromatólitos - estruturas fossilizadas "de origem biológica", de 1 a 4 centímetros - demonstram que a vida emergiu pouco depois da formação da Terra (há 4,5 bilhões de anos), destaca o pesquisador Allen Nutman da Universidade de Wollongong.


Acrescenta que isso permite abrigar a esperança de que uma forma muito básica de vida pode, em algum momento, existir no Planeta Marte.


"Esta descoberta representa um novo ponto de referência sobre a mais antiga prova de vida na Terra, afirma o professor Martin Julian Van Kranendonk, especialista geólogo da Universidade de Nova Gales do Sul e um dos coautores do estudo, divulgado na revista Nature.


Esta descoberta pode ajudar na busca de vida básica em Marte, considerado o planeta do sistema solar mais propício para a existência de formas de vida.
"Há 3,7 bilhões de anos, Marte era provavelmente ainda úmido, inclusive com oceanos", explica à AFP Allen Nutman.


"Se a vida se desenvolveu tão rapidamente na Terra, permitindo a formação de coisas como estes estromatólitos, seria mais fácil detectar sinais de vida em Marte".


"Em vez de estudar unicamente a 'assinatura' química do planeta, poderíamos ver nas imagens de Marte coisas como os estromatólitos", explica.


Até hoje, a mais antiga prova de vida na Terra foi descoberta por pesquisadores australianos e canadenses, nas rochas de Strelley Pool Chert, na região Pilbara na Austrália. Tinha 3,5 bilhões de anos.

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