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Presidente do COI pede "revisão total do sistema antidoping"

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, pediu nesta terça-feira, durante a 129ª sessão do Congresso da entidade, uma "revisão total do sistema antidoping"

10:32 | 02/08/2016
"Os recentes acontecimentos mostraram que precisamos de uma revisão total do sistema antidoping da Wada (Agência Mundial Antidoping). O COI faz um apelo pela criação de um modo de combate mais robusto e eficiente que requer responsabilidades claras, mais transparência, mais independência e uma maior harmonia", declarou Bach na abertura dos debates do congresso da entidade, que definirá o destino dos atletas russos nos Jogos do Rio-2016.
O COI encarregou três de seus membros de estudar a "elegibilidade" dos atletas russos para os Jogos do Rio, depois do relatório McLaren, publicado em 18 de julho, desvendar um sistema de doping organizado no país e com participação do governo russo.
Esta comissão do COI estudará cada caso dos atletas russos individualmente e tomará uma decisão antes do início dos Jogos, nesta sexta-feira.
"No Rio, serão realizadas 4.500 análises de urina e 1.000 de sangue. As amostras destes Jogos de 2016 serão guardadas durante 10 anos. As punições em casos de doping nos Jogos serão responsabilidade de forma independente do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e não mais do COI", explicou o dirigente.
"A mensagem que estamos mandando com todas estas ações é clara: queremos manter à distância todos os trapaceiros dos Jogos. Não há lugar onde possam se esconder", completou.
Bach se mostrou contrário às vozes que pediam uma suspensão total da Rússia, após a publicação do relatório McLaren, classificando essa possibilidade de "opção nuclear".
"Consideramos por um momento as consequências de uma opção nuclear. O resultado é morte e devastação. Não é o que defende o movimento olímpico", concluiu.
AFP
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