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Papa: 'É horrível que crianças aprendam que podem escolher seu gênero'

Nesta terça, 2, foi divulgada a crítica do líder ao ensino de liberdade de gênero nas escolas. No boletim diário do Vaticano, também foi confirmada a criação de grupo para estudar o possível diaconato feminino na Igreja Católica

22:16 | 02/08/2016
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O papa Francisco criticou educadores e escolas que ensinam liberdade de gênero. A declaração foi feita a portas fechadas, em reunião com bispos na Polônia, durante sua viagem à Jornada Mundial da Juventude. Uma transcrição da reunião foi divulgada nesta terça-feira, 2, pelo Vaticano. "Hoje, as escolas ensinam para as crianças - para as crianças! - que qualquer um pode escolher seu gênero", enfatizou o líder religioso.

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O papa culpou os livros didáticos fornecidos por "pessoas e instituições que doam dinheiro", fazendo referência a um patrocínio ideológico. Ele criticou o ensino da liberdade de gênero, que chamou de "colonização ideológica (apoiada) por países muito influentes", sem apontar quais. "Um dos casos dessa colonização é - digo claramente com todas as letras - o gênero", exemplificou Francisco aos bispos poloneses.

O líder afirmou ter discutido o assunto com o papa Bento XVI, que renunciou ao cargo em 2013. "Conversando com o papa Bento, que está bem e com a mente clara, ele me disse: 'Santidade, isso é a época do pecado contra Deus, O Criador, ele é inteligente! Deus fez o homem e a mulher, Deus fez o mundo deste jeito, deste jeito, deste jeito e nós estamos fazendo o contrário’".

A reunião ocorreu na visita do Pontífice ao país europeu, que recebeu a Jornada Mundial da Juventude, evento para aproximar a Igreja e jovens católicos de todo o mundo.

Diaconato feminino
Ainda nesta terça-feira, 2, Francisco criou uma comissão especializada no estudo do possível diaconato feminino (grau de consagração anterior ao do sacerdócio), o que ampliaria a participação das mulheres na Igreja Católica. A informação foi confirmada no boletim diário do Vaticano.

O arcebispo Luis Francisco Ladaria Ferrer foi o indicado para presidir o grupo, composto por outros seis homens e seis mulheres de instituições acadêmicas. Entre eles, especialistas em Teologia, Eclesiologia e Espiritualidade, como Mary Melone, que dirige a Pontifical University Antonianum, em Roma, e Phyllis Zagano, pesquisadora da Hofstra University, em Nova York.

Segundo o National Catholic Reporter, em uma sessão de perguntas e respostas realizada no dia 12 de maio deste ano, uma mulher mencionou ao Papa Francisco o serviço feminino no diaconato, ainda nos primórdios da Igreja Católica, e questionou em seguida: “Por que não construir uma comissão para estudar a questão?”. O Pontífice respondeu: “Eu estou de acordo. Vou falar para fazermos algo assim”.

Redação O POVO Online

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