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Marta ressalta força de suecas e avalia que semifinal no Maracanã será difícil

20:00 | 15/08/2016

�Agora, é matar ou morrer�. A frase dramática é de Marta, camisa 10 da seleção. Aos 30 anos, na disputa da sua quarta Olimpíada, a craque sabe que dificilmente terá uma nova chance de conseguir o ouro olímpico. Ela quase veio em Atenas-2004 e Pequim-2008. O Brasil e Marta voltaram com a prata, derrotadas em ambas as ocasiões pelos Estados Unidos, já eliminados do Rio-2016. Em Londres-2012, o Brasil caiu nas quartas.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Marta deixou escapar que existe uma preocupação quanto ao rendimento da equipe. �Não podemos cair na armadilha de achar que será fácil. As suecas eliminaram as norte-americanas (nas quartas de final). � um novo jogo. Agora, é matar ou morrer�, afirmou a craque, em uma referência à partida da fase preliminar em que a seleção goleou por 5 a 1 a Suécia.

Apesar de um resfriado que a tem incomodado nos últimos dias, Marta afirmou que está tranquila quanto ao bom rendimento em campo e que nem passou pela sua cabeça e pela dos integrantes da comissão técnica a possibilidade de ficar de fora da partida. �Estou um pouco resfriada, mas nada que me impeça de jogar�, disse a brasileira.

Também presente na entrevista coletiva desta segunda-feira, o treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão, afirmou que a conquista olímpica poderá ser a oportunidade de o Brasil dar início a um processo de resgate do esporte, já que não há nem competições nem equipes fortes no futebol feminino nacional. Ele insistiu no tema e reclamou novamente da falta de investimento na formação de base no Brasil.

Segundo Vadão, �as meninas não têm onde jogar� aos 14, 15 anos, idade em que, no exterior, as adolescentes começam a ingressar no esporte. �Nossa esperança é que a gente traga motivação para que as pessoas ajudem a desenvolver a modalidade, tão carente�, disse o técnico, para quem atuar nesta terça-feira no Maracanã �nos deixa ainda mais motivados�.

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