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Invicta, seleção feminina de vôlei encara China enfraquecida nas quartas de final

06:50 | 16/08/2016

A campanha imbatível da primeira fase dos Jogos Olímpicos do Rio traz confiança, mas não euforia. As jogadoras de vôlei mantêm o pé no chão para enfrentar o primeiro desafio eliminatório, nesta terça-feira, às 22h35, no ginásio do Maracanãzinho, contra a China, classificada em 4.º lugar em seu grupo. Jovens e velozes, as chinesas venceram o último confronto contra o Brasil, em julho, e têm a seu favor à experiência da técnica Lang Ping, considerada a melhor jogadora do século 20.

�Nenhuma jogadora tem essa de ficar deslumbrada, achando que já está ganho. Estamos muito conscientes e focadas�, disse a bicampeã olímpica Thaísa. �Agora começa outro campeonato. Engana muito elas não terem jogado bem na fase classificatória. Londres é um exemplo claro�, lembrou.

Em 2012, a seleção terminou a primeira fase em último lugar e só se classificou por uma combinação de resultados. O começo difícil deu força para a equipe se superar em quadra e ganhar o ouro. �Quando o time passa por situações difíceis e consegue sair, normalmente sai mais forte�, ponderou o técnico José Roberto Guimarães. �A China começou mal, mas é extremamente perigosa. No Grand Prix perdemos de 3 a 0 para esse time. Tomamos um couro, nem vimos a bola. � um cruzamento cruel, pode preparar o coração�, alertou.

A preocupação é com a velocidade das adversárias e sua habilidade na defesa. Para o técnico brasileiro, o time tem demonstrado �adaptação� contra o estilo de jogo das oponentes. �Dificilmente um time cai tanto de produção, mas depende muito da qualidade do time que tem do lado de lá�, completou.

A China perdeu três jogos na primeira fase e tem a segunda pior campanha até aqui, à frente apenas da Coreia do Sul. Mas o time jovem, com média de 24 anos, ficou em segundo lugar no último Mundial, em 2014. E tem como trunfo a experiência da técnica Lang Ping, eleita a melhor jogadora do século 20 pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

FOR�A FEMININA - �Apesar de ser uma seleção jovem, a equipe mostrou todo o seu potencial à resiliência na primeira fase�, sinalizou Lang. Ela foi medalhista de ouro em 1986, como jogadora, e tem prata e bronze no currículo como treinadora, além de diversos prêmios pela carreira nos Estados Unidos, Europa e China.

�Acho que fiz o meu melhor, não trabalho pela medalha de ouro, mas por fazer diferença para as garotas. Essa é a minha experiência, o que motiva em continuar sendo técnica�, disse. Nesses 30 anos, afirma, o vôlei ganhou mais potência e novas regras, como a função de líbero. �Só não mudou a paixão�.

Em uma Olimpíada marcada pela força das mulheres, Lang é a única a comandar uma seleção de vôlei. �� uma pergunta que me faço, por que não há outras mulheres aqui?�, disse, em tom de crítica. �No nosso país, não temos tantas mulheres nas universidades, como nos Estados Unidos. Tenho esperança que no futuro tenhamos muitas outras mulheres�.

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