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Cruz Vermelha envia ajuda médica a pessoas com doenças crônicas no Iêmen

18:50 | 29/08/2016
Um avião fretado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) aterrissou nesta segunda-feira no aeroporto internacional de Sanaa, no Iêmen, levando ajuda médica vital para milhares de pessoas. O carregamento de 130 mil frascos de insulina será usado para melhorar a qualidade de vida para pessoas com diabetes. Mais carregamentos estão previstos para chegarem nos próximos dias.

"As pessoas com doenças crônicas quase sempre são esquecidas durante os períodos de conflito. Neste momento no Iêmen, há uma grave escassez de medicamentos para essas pessoas. Este carregamento de insulina ajudará milhares de diabéticos cujo sofrimento aumentou desde o início do conflito", afirmou o chefe do CICV no Iêmen, Alexandre Faite.

Estima-se que cerca de 900 mil iemenitas tenham diabetes. A esmagadora maioria depende de doses diárias de insulina. Mais carregamentos estão previstos para chegarem nos próximos dias.

Um relatório divulgado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que o conflito no Iêmen já resultou no deslocamento de 3,15 milhões de pessoas, das quais 2,2 milhões continuam deslocadas em todo o país e 949,5 mil tentam voltar para casa.

De acordo com a representante adjunta do Acnur no Iêmen, Ita Schuette, devido à escalada da violência no país e em consequência do agravamento das condições humanitárias, o deslocamento em todo o Iêmen aumentou cerca de 7% desde abril, com 152 mil pessoas fugindo dos conflitos durante o período.

O conflito armado no Iêmen começou há um ano e meio com a rebelião de uma minoria xiita que expulsou os integrantes do governo para o exterior. Os rebeldes, conhecidos como houthis, mantêm o controle da capital, Sanaa, e são leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh. Eles enfrentam as forças governamentais apoiadas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita que luta para que o líder Adbo Rabu Mansour Hadi retorne ao poder.

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