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Trump aceita nomeação e promete restaurar "lei e ordem"

00:55 | 22/07/2016
Candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump encerra convenção nacional do partido com discurso acalorado sobre reviver os Estados Unidos. Críticas ferozes a Hillary e promessa de muro no México são outros temas. O empresário Donald Trump aceitou oficialmente nesta quinta-feira (21/07) a indicação como candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos. O anúncio foi realizado num longo discurso durante o encerramento da convenção nacional da legenda em Cleveland. "Amigos, delegados e compatriotas americanos: eu, com humildade e gratidão, aceito a nomeação à presidência dos Estados Unidos", disse Trump ao subir no palanque, recebendo muitos aplausos. A candidatura foi confirmada na última terça-feira após votação dos delegados republicanos. O magnata, que possivelmente concorrerá com a democrata Hillary Clinton nas eleições de 8 de novembro, garantiu que levará seu partido "de volta à Casa Branca", assim como os EUA "de volta à segurança, prosperidade e paz". "Seremos um país de generosidade e zelo. Mas também seremos um país de lei e ordem. Não há mais condições de sermos politicamente corretos", completou. "Imigração descontrolada" Trump declarou que seu governo será para o povo americano, incluindo aqueles "ignorados pelos políticos". "Homens e mulheres do nosso país, pessoas que trabalham duro, mas já não têm uma voz. Eu sou sua voz", bravou. "Minha mensagem é que as coisas têm que mudar. E têm que mudar agora." O candidato foi duro quanto à política de imigração. Ele acusou os migrantes ilegais que "estão sendo liberados em dezenas de milhares em nossas comunidades" de sobrecarregarem os recursos do país, roubarem os empregos dos americanos e, em alguns casos, cometerem crimes. Como solução, Trump voltou a falar sobre construir um grande muro ao longo da fronteira com o México para "pôr fim à imigração ilegal, às gangues e à violência e para impedir a entrada de drogas". "Impondo leis para as milhões de pessoas que ficam mais tempo do que seus vistos permitem, nossas leis finalmente receberão o respeito que merecem. A paz será restabelecida", completou. Quanto aos refugiados, o republicano propôs suspender imediatamente o asilo a todos que venham de países afetados pelo terrorismo, "até que tenhamos mecanismos de controle rigorosos". Apesar de dizer que terá "compaixão com todos", Trump disse que sua "maior compaixão é com nossos cidadãos lutadores". "Meu plano é exatamente o oposto da política migratória de Hillary Clinton. Os americanos querem um respiro da imigração descontrolada", afirmou. Ataques a Hillary Trump teceu fortes críticas à rival Hillary, uma resposta aos republicanos que dizem que a melhor maneira de unificar o partido é detalhando por que a democrata não deve ser eleita em novembro. O candidato acusou a oponente de ter deixado um legado de "morte, destruição, terrorismo e fraqueza" quando foi secretária de Estado. "Após quatro anos de Hillary Clinton, o que nós temos? O EI ["Estado Islâmico"] se espalhou pela região e pelo mundo. A Líbia está em ruínas, e nosso embaixador e sua equipe foram deixados lá, impotentes, para morrer", disse ele. "Depois de 15 anos de guerras no Oriente Médio, depois de trilhões de dólares gastos e milhares de vidas perdidas, a situação está pior do que estava antes", insistiu Trump, que ainda rechaçou a complacência de Hillary em aceitar milhares de refugiados sírios. "Hillary Clinton está propondo uma anistia generalizada, uma imigração em massa e uma total falta de respeito às leis. Seu plano irá saturar escolas e hospitais e fará despencarem os empregos e salários", disse. "Isso deixará ainda mais difícil que os migrantes saiam da pobreza." O discurso de Trump encerrou os quatro dias da convenção nacional do Partido Republicano, marcada por sua tentativa de unificar uma legenda profundamente dividida. Personalidades republicanas importantes, como os ex-presidentes George W. Bush e seu pai, George Bush, e os dois últimos candidatos à Casa Branca, Mitt Romney e John McCain, boicotaram o evento. EK/afp/dpa/efe/rtr
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