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EUA investigam segundo acidente com piloto automático

Agência de trânsito tenta determinar se funções automáticas estavam ativadas em colisão envolvendo carro da Tesla

06:41 | 07/07/2016

Model X da Tesla

 
A Agência Nacional de Segurança no Trânsito em Rodovias dos Estados Unidos (NHTSA) anunciou nesta quarta-feira (06/07) que está investigando um segundo acidente de um veículo da Tesla, fabricante de carros elétricos, no qual o piloto automático possivelmente estava em uso.

O acidente, não fatal e que envolveu um Model X, aconteceu no último dia 1º de julho no estado da Pensilvânia, quase dois meses após uma , que resultou na morte do motorista.

Um porta-voz da NHSTA disse à agência de notícias AFP que está investigando "para determinar se as funções automáticas estavam em uso no momento do acidente".

A Tesla confirmou que recebeu uma mensagem eletrônica do carro "indicando uma colisão" e imediatamente tentou entrar em contato com o cliente, sem sucesso. Os dados obtidos não permitiram confirmar se o piloto automático estava acionado.

Primeiro acidente fatal

A agência de trânsito também abriu uma investigação sobre o caso da Flórida, ocorrido em maio deste ano, no qual um carro Model S colidiu com um caminhão.

"Nem o piloto automático nem o motorista notaram a lateral branca do caminhão em contrasta com o céu brilhantes, então, o freio não foi acionado", disse a Tesla em comunicado.

O motorista, Joshua Brown, que morreu no acidente, era um entusiasta do veículo semiautônomo. Um mês antes do acidente fatal, ele publicou um vídeo na internet elogiando o piloto automático, no qual mostra como o sistema evitou uma colisão. Ele disse que não havia percebido o caminhão que aparece nas imagens até seu carro alertá-lo.

Em comunicado, a montadora lembrou os clientes de que o piloto automático é uma tecnologia nova, ainda em desenvolvimento, e que, ao ser acionado, ele não deixa de exigir a atenção do motorista no trânsito. "É necessário manter a responsabilidade e o controle sobre o veículo", reforçou.

Os acidentes trazem à tona o debate sobre riscos de modelos semiautônomos. A expectativa era aumentar a segurança no trânsito com esse tipo de veículo e evitar erros humanos, que são responsáveis por 94% dos acidentes. A tecnologia usa um sistema múltiplo de câmeras, radares, lasers e sensores para identificar objetos e determinar o caminho que o carro deve seguir.

                                                                                                               DW



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