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Atirador de Dallas era veterano de guerra e tinha arsenal em casa

11:45 | 09/07/2016
Cenário do massacre: carros de polícia no local onde o franco-atirador matou cinco pessoasO reservista Micah Xavier Johnson foi expulso do Exército americano depois de servir no Afeganistão, devido a denúncia de abuso sexual. Nas redes sociais, ele seguia grupos de extremismo negro. O autor do massacre que deixou cinco policiais mortos em Dallas na quinta-feira (09/07) foi obrigado a abandonar o Exército dos Estados Unidos devido a uma acusação de abuso sexual, segundo o jornal The New York Times. A denúncia foi feita em 2014 por uma soldada que pediu uma ordem de proteção para ela e sua família. Ela também alertou que o colega precisava receber um aconselhamento mental. Na época, o veterano Micah Xavier Johnson servia aos EUA no Afeganistão. No Exército desde 2009, ele integrava a reserva como especialista em atividades de carpintaria e alvenaria. Depois de negociações para sua saída, ele foi dispensado das Forças Armadas americanas em abril de 2015. De acordo com o Departamento de Polícia de Dallas, Johnson não possuía antecedentes criminais. As redes sociais do franco-atirador mostram, no entanto, que ele tinha interesse por organizações e grupos de negros extremistas, mostram as investigações. O New York Times diz que a página de Johnson no Facebook, já desativada, prestava homenagens a movimentos de orgulho negro. Numa foto, o agressor aparece com o punho cerrado em referência ao símbolo do Partido Panteras Negras, uma organização revolucionária americana ligada ao nacionalismo negro, criada nos anos 1960. Apesar de o símbolo ter sido a bandeira de movimentos pacíficos de empoderamento negro, ele também passou a ser usado por grupos racistas extremistas. Na casa de Johnson, a polícia encontrou nesta sexta material para a fabricação de bombas, coletes à prova de balas, fuzis, munição e um diário pessoal sobre táticas de combate. Ataque "cruel, calculado e desprezível" O jovem de 25 anos foi morto em meio a um cerco policial. Ele ficou encurralado num estacionamento depois do ataque e disse que "queria matar pessoas brancas, especialmente agentes de segurança" por estar "irritado com policiais assassinando negros", informou o chefe de polícia de Dallas, David Brown. Depois de negociações fracassadas e troca de tiros, o agressor foi morto com a explosão de um robô-bomba utilizado pela polícia. "Ele disse que estava insatisfeito com o grupo Black Lives Matter [Vidas de negros importam", em tradução livre]", disse Brown. "Ele disse que não estava ligado a nenhum grupo e que agiu sozinho." Outros três suspeitos de atirar contra os policiais foram detidos. O ataque ocorreu durante um protesto pacífico contra a morte de dois homens negros pelas forças de segurança americanas nesta semana. Outros sete policiais e dois civis ficaram feridos. A polícia descreveu o ataque, o mais mortal para as forças de segurança desde o 11 de Setembro, como uma emboscada cuidadosamente planejada e executada. O presidente dos EUA, Barack Obama, que participa da cúpula da Otan em Varsóvia, vai visitar Dallas na semana que vem. Ele descreveu o massacre como "cruel, calculado e desprezível". O uso de força pela polícia contra a comunidade negra em cidades como Ferguson, Baltimore e Nova York gerou uma série de protestos nos últimos dois anos muitas vezes violentos e deu origem ao movimento Black Lives Matter. KG/efe/rtr/nyt
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