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Brasileira grávida que pediu asilo na Grã-Bretanha com medo de zika pode ser deportada

A prorrogação do visto foi negada e a brasileira pode ser deportada "em dias". Decisão foi classificada pelo noivo da brasileira como "racista e discriminatória"

10:12 | 16/06/2016
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Uma brasileira grávida que pediu extensão de seu visto no Reino Unido para depois do parto, com medo da epidemia de zika no Brasil, teve o pedido negado e pode ser deportada "em dias". O Departamento de Imigração reconheceu que mulheres grávidas são aconselhadas a não viajar para países com "transmissão ativa de zika", mas afirma que a recomendação "diz respeito a cidadãs britânicas viajando para países afetados".

Deiseane Santiago, 22 anos, engravidou em janeiro durante visita a seu noivo em Leicestershire, na Inglaterra, com um visto válido por cinco meses. Com o aumento de casos de microcefalia, a jovem pediu para ficar no Reino Unido até o parto, recebendo apoio do médico do sistema público de saúde britânico.

Após o pedido, ela e o noivo receberam carta do Ministério do Interior alertando que a brasileira pode ser deportada nos próximos três meses.

A jovem conheceu o companheiro há três anos e meio pela internet e ficou noiva dele há cerca de seis semanas. O casal contou à BBC que a brasileira também teve hiperêmese gravídica (enjoos muito fortes).

Simon Ellis, noivo de Deiseane, pretende recorrer da decisão, que classificou como "racista e discriminatória". "O texto não diz 'mulheres britânicas', diz mulheres. Então eles dizerem que é para mulheres britânicas... por que não escrevem isso na recomendação?", afirma. O Ministério do Interior ainda não comentou a decisão.

Redação O POVO Online
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