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Austrália proíbe definitivamente a venda de cosméticos testados em animais

Medida não deve interferir nos testes animais realizados em ensaios clínicos e desenvolvimentos de drogas e/ou estudos medicinais

16:00 | 07/06/2016
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O governo australiano anunciou, na última sexta-feira, 3, a política que proíbe a venda de cosméticos que tenham sido testados em animais ou que tenham componentes advindos de teste animal. Com a decisão, milhares de produtos como perfume, creme dental e maquiagem não poderão ser vendidos em lojas, a partir de 1º julho de 2017.

A ministra do Desenvolvimento Regional, Comunicações Regionais e Saúde Rural da Austrália, Fiona Nash, se disse contente em ver concretizada uma questão em que trabalhou duro. "Os australianos não querem ver animais sendo machucados desnecessariamente. Isso nos coloca em linha com a UE e produz uma política simplificada consistente", afirmou a ministra.

Contudo, os produtos existentes não deverão ser retirados das prateleiras. A proibição será aplicável apenas aos novos produtos.

O governo também indicou que não tem intenção de interferir nos testes animais realizados em ensaios clínicos e desenvolvimentos de drogas e/ou estudos medicinais. "Nós reconhecemos a experimentação animal é essencial em certos contextos científicos, tais como o desenvolvimento droga medicinal, mas queremos ter certeza de que ele só é usado em circunstâncias eticamente justificáveis", disse Ken Wyatt, Ministro Adjunto de Saúde e Cuidados com Idosos.

De acordo com o jornal britânico Daily Mail, marcas populares de beleza, incluindo a L’Oreal, a Revlon, e a Estée Lauder estão entre as que devem ser afetadas pela nova legislação.

 

Beagles eram cobaias no Brasil

No Brasil, um caso envolvendo a utilização de animais em testes farmacêuticos repercutiu em 2013. Um grupo de cerca de 100 ativistas invadiram o Instituto Royal, em São Paulo, e retiraram cerca de 200 cachorros da raça beagle do estabelecimento. O caso chamou a atenção para o debate sobre o uso de animais em experimentos. Relembre o caso.

Redação O POVO Online
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