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Jornalistas espanhóis sequestrados na Síria são libertados

08:57 | 08/05/2016
Os três jornalistas espanhóis José Manuel Lopez, Ángel Sastre e Antonio Pampliega, de esquerda para direitaJosé Manuel Lopez, Ángel Sastre e Antonio Pampliega já estão na Turquia onde aguardam traslado à Espanha. Eles desapareceram em julho de 2015 na cidade de Aleppo onde trabalhavam numa reportagem investigativa. Três jornalistas espanhóis que estavam sequestrados na Síria desde o ano passado foram libertados, comunicaram o governo da Espanha e a Federação de Associações da Imprensa da Espanha (Fape). "Os três foram libertados [...] e estão a caminho da Espanha", disse a presidente da Fape, Elsa González, no sábado (07/05). As fontes governamentais realçaram à agência de notícias EFE que a libertação destes jornalistas só foi possível graças à colaboração de países aliados e amigos, sobretudo, na fase final, de Turquia e Catar. Os três homens Antonio Pampliega, José Manuel Lopez e Ángel Sastre desapareceram em julho. Eles trabalhavam em uma reportagem investigativa na cidade de Aleppo, norte da Síria, onde outros jornalistas foram capturados no passado, segundo notícias da imprensa espanhola na época. A vice-primeira-ministra em exercício da Espanha, Soraya Saenz de Santamaria, fez contato e falou com os três, segundo um porta-voz do governo. O jornal El País noticiou que eles estão agora na Turquia e esperam ser levados para a Espanha por autoridades. Os jornalistas entraram na Síria a partir da Turquia em 10 de julho e desapareceram pouco depois, informou a Fape no ano passado. Poucos detalhes foram divulgados sobre a situação dos jornalistas. Jornalistas repeitados Pampleiga, de 33 anos, tem contribuido para a agência de notícias AFP na cobertura das guerras civis na Síria e no Iraque. Lopez, de 45 anos, é um fotógrafo premiado e alimenta o banco de imagens da AFP de diversas zonas de guerra, incluindo a Síria. E Sastre, de 35 anos, também cobriu diversos pontos de conflito em todo o mundo para televisão, rádio e imprensa escrita espanhola. Segundo ranking da organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), a Síria é o país mais perigoso do mundo para jornalistas. Em agosto de 2014, o grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) decapitou o jornalista americano James Foley, que foi capturado no norte da Síria dois anos antes. Em 2013, outros três jornalistas espanhóis tinham sido capturados pelo EI, mas todos foram liberados. PV/rtr/lusa/afp/efe
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