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Suspeito teria informações sobre central nuclear alemã

Jornais afirmam que Salah Abdeslam teria coletado material de internet sobre uma instalação nuclear na Alemanha, mas autoridades alemãs negam a informação

08:28 | 14/04/2016
Reator de testes da instalação Jülich Research Center, no estado alemão da Renânia do Norte-VestfáliaDocumentos encontrados no apartamento de Bruxelas de Salah Abdeslam sugerem que o suposto terrorista estava juntando informações sobre uma instalação nuclear na Alemanha, afirmou nesta quinta-feira, 14, a RedaktionsNetzwerk Deutschland (RND), redação central do grupo midiático Madsack, com mais de 30 jornais diários na Alemanha.

Considerado o único sobrevivente entre os autores dos ataques terroristas de 13 de Novembro em Paris, Abdeslam teria impresso artigos de internet sobre o Centro de Pesquisas Jülich, uma instalação no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália que armazena material nuclear. A RND informou que uma fotografia do chefe-executivo do centro de pesquisa, Wolfgang Marquardt, também foi encontrada no apartamento.

O Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV) da Alemanha negou as informações, afirmando não ter conhecimento de que documentos sobre o Centro de Pesquisas Jülich tenham sido encontrados no apartamento de Abdeslam. Deputados que, segundo a RND, teriam sido informados do caso pelo BfV também negaram a informação.

A revelação ocorre em meio a renovadas preocupações sobre a possibilidade de membros da organização terrorista "Estado Islâmico" (EI) terem acesso a armas nucleares. No início deste mês, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu a líderes mundiais que garantam a segurança nuclear em face de uma crescente ameaça terrorista internacional, durante discurso na Cúpula sobre Segurança Nuclear, em Washington.

Abdeslam, filho de pais marroquinos, mas nascido e criado na Bélgica, foi preso em 18 de março em Bruxelas. Quatro dias depois, ataques suicidas resultaram na morte de 32 pessoas no aeroporto internacional e numa estação de metrô da cidade. Abdeslam, de 26 anos, está numa prisão de Bruxelas e aguarda a extradição para a França devido ao seu envolvimento nos ataques de 13 de Novembro. Ele tem a cidadania francesa.
AFP
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