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Estado americano declara pornografia um perigo de saúde pública

19:32 | 20/04/2016
Com apoio do Partido Republicano e da Igreja Mórmon, resolução em Utah quer proteger cidadãos de uma "epidemia" de conteúdo sexual viciante. "Volume de pornografia é impressionante", diz governador. Utah se tornou o primeiro estado americano a declarar formalmente a pornografia um perigo de saúde pública. Apoiada pelo Partido Republicano e a Igreja Mórmon, a decisão busca proteger seus cidadãos de uma "epidemia" de conteúdo sexual viciante. Segundo o governo, a pornografia causa "um amplo espectro de repercussões para a saúde individual e pública" e danos sociais. Além de fazer com que os homens tenham menos vontade de casar, ela torna a violência contra mulheres e crianças algo banal, diz a resolução. A lei foi assinada nesta terça-feira (19/04) pelo governador Gary Herbert, do Partido Republicano, após ter sido aprovada pelo poder legislativo, com apoio da Coalizão Utah Contra a Pornografia, mantida pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. "O volume de pornografia em nossa sociedade é impressionante. É um problema desenfreado, mas que vive em segredo e silêncio", disse Herbert na cerimônia de assinatura da lei em Salt Lake City, capital de Utah. "Quero proteger nossas famílias e nossos jovens." A resolução insta o legislativo estadual a pesquisar o impacto da pornografia e investir na educação e esforços para prevenir a sua produção e utilização. Uma lei também exige que técnicos de informática relatem às autoridades se encontrarem pornografia infantil em computadores. O senador republicano Todd Weiler defendeu a medida. "Não estamos gastando dinheiro e não estamos proibindo a população de nada", afirma. Em vez disso, a resolução pede para que os cidadãos cooperem na redução do consumo de material pornográfico, diz ele. Em 2009, o pesquisador Benjamin Edelman, da Universidade Harvard, publicou um estudo que identifica Utah como o estado americano com a maior taxa de assinaturas de entretenimento adulto online, irritando autoridades conservadoras locais. EK/afp/rtr
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