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Bombardeio na vizinhança de Alepo, na Síria, deixa 13 mortos e fere 40

16:20 | 06/03/2016
Foguetes e morteiros atingiram uma região controlada pelo governo da Síria próxima da cidade de Alepo este domingo, deixando 13 civis mortos e ferindo 40, de acordo com informações do governo e de grupos de oposição.

A agência de notícias estatal SANA afirmou que o ataque por "terroristas" ocorreu na vizinhança predominantemente curda de Sheikh Maqsoud, à qual tem sido alvo de bombardeios de insurgentes durante dias mesmo depois que um frágil cessar-fogo firmado por Estados Unidos e Rússia passou a valer em 27 de fevereiro.

O Observatório Sírio para Direitos Humanos, um grupo de oposição baseado no Reino Unido que monitora o conflito, afirmou que mais de 70 foguetes e morteiros foram disparados em Sheikh Maqsoud e reportou que pelo menos três civis morreram e 26 ficaram feridos. A entidade afirmou que pelo menos nove pessoas ficaram presas em destroços de prédios.

O Observatório disse que os bombardeios foram realizados por insurgentes, incluindo a filial da Al-Qaeda na Síria, conhecida como Nusra Front. Esse grupo e seu rival, o Estado Islâmico, não participam do cessar-fogo.

O cessar-fogo trouxe uma forte queda na violência em grande parte da Síria e tem sido respeitado apesar de violações esporádicas e acusações mútuas de rompimento. Os Estados Unidos e a Rússia estão buscando agora persuadir os dois lados a voltar a negociações de paz mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra na semana que vem.

Em uma conversa por telefone no domingo, o ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov e o secretário de Estado norte-americano John Kerry consideraram que, de forma geral, é positivo o progresso em direção à garantia de cessar fogo na Síria. A informação foi divulgada pelo ministério russo em um comunicado.

Embora muito menos ajuda do que o esperado esteja chegando às áreas atingidas desde o início do cessar-fogo, os diplomatas veem melhoria significativa no acesso humanitário. Eles reafirmaram a necessidade de evitar adiamentos nas negociações em Genebra. Fonte: Dow Jones Newswires.

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