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Aliado de Suu Kyi é apontado para assumir a presidência de Mianmar

13:20 | 10/03/2016
Um dos mais próximos aliados de ativista Aung San Suu Kyi, o escritor Htin Kyaw foi apontado nesta quinta-feira como a escolha de seu partido, a Liga Nacional pela Democracia, para ser o presidente de Mianmar. A escolha é uma mostra da importância que a Nobel da Paz Suu Kyi coloca na lealdade neste momento, em meio a negociações entre o grupo dela e os poderosos militares do país, que chegaram a um impasse.

Com a indicação, Htin Kyaw tem altíssimas chances de ser escolhido chefe de Estado em votação no Parlamento na próxima semana. A própria Suu Kyi não pode ocupar o cargo, mas busca controlar o presidente atrás da cena.

O possível presidente nunca foi parlamentar e tampouco esteve diretamente envolvido com política partidária. Htin Kyaw ajuda a conduzir a Fundação Daw Khin Kyi, que leva o nome da falecida mãe de Suu Kyi. A ativista Nobel da Paz é vista como o símbolo da luta pela democracia no país do Sudeste Asiático, mas não pode, pela Constituição elaborada no regime militar mas ainda em vigor no país, ser presidente porque tem parentes estrangeiros. Ela tem dois filhos britânicos, mesma nacionalidade de seu falecido marido.

A escolha do que na prática deve ser um presidente que sofrerá forte influência de Suu Kyi é uma mostra da falta de lideranças enraizadas na Liga Nacional pela Democracia, que sofreu com as prisões de seus membros realizadas durante o regime militar. A própria Suu Kyi tem sido alvo de críticas de aliados por concentrar muito poder e não permitir o surgimento de uma segunda geração de líderes. Htin Kyaw tem 69 anos.

Houve um impasse após eleições no país, em uma mostra do veto dos militares a afrouxar restrições para limitar o poder de Suu Kyi e do desejo deles de manter um papel político, pelo menos por mais alguns anos. Os militares controlam um quarto das 664 cadeiras no Parlamento, o que lhes permite vetar qualquer mudança constitucional. O bloco dos militares também deve nomear um candidato presidencial nos próximos dias, como prevê a Constituição do país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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