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Umberto Eco morre aos 84 anos

O escritor de "O Nome da Rosa" e "O pêndulo de Foucault" faleceu às 18h30min (horário de Fortaleza), em casa

21:02 | 19/02/2016
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O escritor, filósofo e lingüista italiano Umberto Eco, que nasceu no dia cinco de janeiro de 1932, na cidade de Alessandria, em Piemonte, na Itália, morreu em sua casa, às 18h30 min (horário de Fortaleza) desta sexta-feira, 19, aos 84 anos. A morte, que não teve a causa divulgada, foi comunicada pela família ao jornal La Repubblica. “Número Zero”, seu último livro foi lançado no ano passado.

Ele ficou famoso mundialmente por escrever sobre comunicação de massa, estética medieval, filosofia, lingüística e semiótica. Desde 2008, Umberto era professor emérito e presidente da Escola Superior de Estudos Humanísticos da Universidade de Bolonha.

Atuou como colaborador, ao longo de sua carreira, em várias publicações acadêmicas. Assinou uma coluna semanal no L’Espresso e escreveu para La Repubblica. Na literatura ele iniciou em 1980, já com uma obra que o consagrou, O Nome da Rosa. Seguiram-se a este lançamento O Pêndulo de Foucault (1988), A Ilha do Dia Anterior (1994) e Baudolino (2000).

Bibliografia

Nos anos 60, o italiano se dedicou às pesquisas em torno da arte poética atual e a diversidade de significados, que teve como fruto a edição do livro de ensaios Obra Aberta. Após este, outros textos ensaísticos são lançados: Apocalípticos e Integrados (1964), A Estrutura Ausente (1968), As Formas do Conteúdo (1971), Tratado Geral de Semiótica (1975), Seis Passeios pelos Bosques da Ficção (1994) e Sobre a Literatura (2003).

Em meados dos anos 70, Eco viu suas veredas acadêmicas serem cruzadas pela expressão “Semiótica” e deixou de lado a visão semiológica de Saussure. O artista buscou também renovação nos conceitos semióticos de Sanders Peirce e de Immanuel Kant. O que pode ser observado nas obras As Formas do Conteúdo (1971) e Tratado Geral de Semiótica (1975).

Partiu para a discussão sobre o esforço da interpretação textual por parte dos leitores, o que pôde ser visto em Lector in fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990).

Os escritos jornalísticos estão agrupados em Diário Mínimo (1963), O Segundo Diário Mínimo (1990) e A Coruja de Minerva (2000).

Cinema

Em 1988, Jean-Jacques Annaud adaptou para o cinema o grande sucesso de Umberto Eco, O Nome da Rosa. 
Veja o trailler do filme “O Nome da Rosa”:

[VIDEO1]

Confira também entrevista com o escritor e filósofo Umberto Eco, feita em 1992, através das páginas históricas do jornal O POVO.

                                                                                     Redação O POVO Online

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