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Sucessão na Suprema Corte gera debate nos EUA

17:02 | 14/02/2016
Morte repentina de Antonin Scalia, ícone conservador no principal tribunal americano, desencadeia discussão em ano eleitoral. Se Obama conseguir nomear sucessor, corte poderá assumir posições liberais. O falecimento do juiz Antonin Scalia deixa dividida a Suprema Corte americana, que até então era dominada pelos conservadores. Scalia foi encontrado morto, neste sábado, aos 79 anos. Sua morte é atribuída a causas naturais. A notícia foi um choque no ano de eleição presidencial nos Estados Unidos. Antonin Scalia foi nomeado pelo então presidente Ronald Reagan como o primeiro juiz ítalo-americano na Suprema Corte em 1986. Por 30 anos, o fervoroso católico ultraconservador marcou a interpretação da lei nos Estados Unidos. "Acho que, com a morte do magistrado Scalia na noite passada, fomos lembrados da importância desta eleição, do tamanho dos desafios e de por que temos que ganhar", afirmou o senador republicano Marco Rubio à emissora Fox News neste domingo (14/02). Dando um primeiro passo na batalha pela sucessão, o presidente Barack Obama afirmou que exerceria suas "responsabilidades constitucionais" e escolheria um sucessor. Nomeados de forma vitalícia, os magistrados da Suprema Corte em Washington precisam ser aprovados pelo Senado do país, onde os republicanos detêm a maioria. Suprema Corte mais liberal? Sem Scalia, o tribunal perde o seu suporte conservador, ou seja, os juízes ligados ao Partido Republicano perdem sua vantagem de 5 a 4. Importantes políticos republicanos incluindo todos os pré-candidatos à Casa Branca ameaçaram bloquear qualquer nomeação por parte de Barack Obama, argumentando que a decisão de nomear um sucessor de Scalia caberia ao próximo presidente dos Estados Unidos. Uma eventual nomeação por Obama não seria uma exceção, pois o nome do juiz Anthony Kennedy, nomeado por Ronald Reagan, foi confirmado em 1988, também um ano eleitoral. Obama apelou ao Senado para que concedesse ao seu nomeado "uma audiência justa e uma votação em tempo hábil." "Estas são responsabilidades que levo a sério, como todos devem fazer", declarou o presidente americano. "Elas são maiores que qualquer partido. Trata-se da nossa democracia." Um nome escolhido por Obama poderia dar um caráter mais liberal à primeira corte do país, o que afetaria todos os casos envolvendo questões sociais, como o direito de aborto e discriminação, como também assuntos constitucionais, como o controle de armas e o sistema de saúde. CA/afp/dpa/rtr/dw
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