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Reino Unido aprova técnica controversa de manipulação de genes em embriões

16:15 | Fev. 01, 2016
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O órgão regulador de fertilização do Reino Unido aprovou o pedido de uma cientista para fazer pesquisas com manipulação de código genético e poder, assim, entender melhor como embriões se desenvolvem.

A Autoridade de Fertilização e Embriologia Humana anunciou nesta segunda-feira que aprovou o pedido da equipe liderada pela cientista Kathy Niakan, que pretende estudar quais genes os embriões precisam para se desenvolverem com sucesso, e assim, poder prevenir casos de má formação.

Cientistas dizem que a técnica de manipulação genética pode levar, um dia, a tratamentos para doenças como a Aids, ou a distrofia muscular.

Kathy, do Francis Crick Institute, planeja utilizar a técnica para analisar a primeira semana do embrião.

A pesquisa irá "melhorar nosso entendimento das taxas de sucesso (na fertilização em vitro) ao pesquisar os primeiros estágios do desenvolvimento humano", disse Paul Nurse, diretor da instituição.

A manipulação genética consiste em utilizar técnicas para editar genes dentro de células genéticas. Críticos da tecnologia argumentam que ele pode levar à criação de "bebês projetados", em que os pais não apenas tentariam evitar doenças herdadas geneticamente, mas também dotarem seus filhos de atributos como força, inteligência ou ainda características físicas específicas.

"Este é o primeiro passo de um programa construído pela comunidade científica para legalizar os bebês geneticamente modificados", disse David King, do grupo Human Genetics Alert.

Ao redor do mundo, as regras e leis sobre o assunto variam enormemente. Nos Estados Unidos, órgãos públicos não podem patrocinar a pesquisa com manipulação de genes, mas a iniciativa privada pode.

No ano passado, pesquisadores chineses fizeram a primeira tentativa de modificar genes em embriões. O experimento fracassou - os embriões não eram viáveis desde o início do experimento. O estudo, no entanto, levantou a perspectiva de alterar genes para reparar problemas em gerações futuras. Fonte: Associated Press.

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